Coronavírus

Professores de grupos de risco estão a pedir para ficar em teletrabalho

JOSÉ COELHO

As direções pedem esclarecimentos ao Ministério da Educação.

Especial Coronavírus

As escolas não sabem o que fazer com os professores que estão a pedir para ficar em teletrabalho por fazerem parte dos grupos de risco para o coronavírus. Segundo os números da Fenprof, são cerca de 12 mil os docentes com doenças incapacitantes e crónicas.

O sindicato acusa o Governo de ter ido de férias e não ter criado todas as condições para um regresso presencial e as direções dos estabelecimentos escolares pedem esclarecimentos ao Ministério da Educação perante uma situação excecional.

As regras da DGS foram enviadas para as escolas a 3 de julho, mas o manual de instruções em caso de infeção por Covid-19 só será divulgado a 7 de setembro, uma semana antes do regresso dos alunos às salas de aula.

100 mil professores apresentam-se hoje nas escolas

Cem mil professores começaram esta terça-feira a apresentar-se nas escolas para o próximo ano letivo, que começa entre 14 e 17 de setembro. A Escola Básica Soares dos Reis já se reestruturou para enfrentar a pandemia.

As reuniões com mais de 10 pessoas serão todas por videoconferência, incluindo as com os encarregados de educação. Haverá uma sala por cada turma e às crianças vai ser pedido para trazerem lanche.

Quanto às aulas de educação física e à gestão da cantina, as escolas estão ainda a aguardar indicações do Ministério da Educação. Está a ser equacionada a hipótese de se fornecer refeições em “take away”.

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