Coronavírus

Covid-19. Reino Unido registou 2.919 novas infeções e 14 mortes

Henry Nicholls

É já o quinto dia consecutivo em que foram detetadas mais de 2.000 infeções, informou o Ministério da Saúde britânico.

Especial Coronavírus

O Reino Unido registou mais 2.919 infeções e 14 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, o quinto dia consecutivo em que foram detetadas mais de 2.000 infeções, informou o Ministério da Saúde britânico.

O total acumulado de casos de contágio desde o início da pandemia covid-19 no Reino Unido passou esta quinta-feira para 358.138 e o número de mortes para 41.608.

O agravamento da situação epidémica levou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, a anunciar um apertar das restrições e distanciamento social, como ajuntamentos limitados a seis pessoas em espaços interiores ou ao ar livre em Inglaterra, orientação que a Escócia e Irlanda do Norte também adotaram.

"Estas não são medidas que tomamos de ânimo leve. Eu entendo que para muitos significa mudar planos feitos há muito tempo ou perder momentos preciosos com entes queridos, mas este sacrifício é vital para controlar o vírus a longo prazo e salvar vidas", justificou hoje o ministro da Saúde, Matt Hancock, no parlamento.

O Governo assumiu a ambição de multiplicar a capacidade de processamento do número de testes diários, atualmente em cerca de 300 mil, para 10 milhões por dia "num futuro próximo", com resultados num espaço de minutos, plano que apelidou de 'Operação Moonshot'.

O objetivo é restaurar alguma normalidade na vida das pessoas, permitindo que assistam a espetáculos em salas fechadas ou eventos desportivos após testarem negativo a um teste.

Mas vários cientistas manifestaram ceticismo relativamente a esta estratégia.

"Baseiam-se em tecnologia que ainda não existe", disse o David Strain, professor da Universidade de Exeter, considerando "improvável, se não impossível" a sugestão de Johnson de que novos testes rápidos como um teste de gravidez estarem disponíveis na primavera. "Foi demonstrado que a tecnologia existente falha em até um terço das pessoas com covid-19 no início da doença. Depois de um segundo teste 48 horas depois, ainda perdemos mais de um quarto das pessoas '', acrescentou.

Chaand Nagpaul, da Associação de Médicos Britânica, também manifestou dúvidas devido à taxa elevada de "falsos negativos" e o potencial de não identificar aqueles que estão a incubar o vírus.

Inglaterra volta a impor quarentena a passageiros chegados de Portugal

No quinto dia consecutivo em que o Reino Unido regista mais 2.000 novos casos de infeção, Inglaterra volta a impor quarentena aos passageiros provenientes de Portugal, com exceção das regiões da Madeira e Açores.

"Através de informação aperfeiçoada, agora temos a capacidade de avaliar ilhas separadas dos seus países continentais. Se chegar a Inglaterra vindo dos Açores ou Madeira, não precisará de se isolar por 14 dias", escreveu o ministro dos Transportes, Grant Shapps, na rede social Twitter.

A partir de sábado quem chegue de Portugal é obrigado a cumprir uma quarentena de duas semanas ao chegar ao Reino Unido.

A Escócia já tinha excluído Portugal da sua lista de "corredores internacionais" a partir de 5 de setembro, enquanto que o País de Gales aplicou restrições um dia antes, mas manteve a Madeira e Açores isentos de quarentena.

A situação epidemiológica de covid-19 em Portugal agravou-se desde meados de agosto, de acordo com um estudo da Direção-Geral da Saúde (DGS) e Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), tendo sido registadas 3.909 novas infeções entre 17 e 30 de agosto. O índice de transmissibilidade efetivo (Rt) encontra-se atualmente nos 1,12, um valor considerado de risco.

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