Coronavírus

Portugal com mais 6 mortes e 854 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas

Rafael Marchante

Dados da Direção-Geral da Saúde.

Especial Coronavírus

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quinta-feira a existência de um total de 1.977 mortes e 76.396 casos de covid-19 em Portugal desde o início da pandemia.

O número de mortes subiu de 1.971 para 1.977, mais 6 do que na quarta-feira.

O número de infetados aumentou de 75.542 para 76.396, mais 854 que na quarta-feira.

Nas últimas 24 horas recuperaram da doença 407 pessoas, sendo agora o total de recuperados desde o início da pandemia 48.937.

Quanto ao número de pessoas internadas, há mais 16 desde quarta-feira, estando no total hospitalizadas 682. Há mais 2 pessoas internadas nos cuidados intensivos, totalizado 107.

O boletim refere ainda que as autoridades de saúde têm em vigilância 45.184 contactos, mais 426 em relação a quarta-feira.

DADOS POR REGIÃO


Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificados mais 415 novos casos de infeção e cinco mortes, contabilizando a região 39.107 casos e 770 mortes.

A região Norte regista mais uma morte e 340 novos casos de covid-19, totalizando 27.369 e 881 mortos desde o início da pandemia.

Na região Centro registaram-se mais 54 casos, contabilizando no total 6.212 infeções e 263 mortos.

No Alentejo foram registados mais 10 casos de covid-19, totalizando 1.510 casos, mantendo-se os 23 mortos anteriormente registados.

A região do Algarve tem notificados mais 28 casos de infeção, somando 1.693 casos e mantém os 19 mortos.

Na Região Autónoma dos Açores foram registados mais um novo caso nas últimas 24 horas, somando 275 infeções detetadas e 15 mortos desde o início da pandemia.

A Madeira registou seis casos nas últimas 24 horas, contabilizando 230 infeções, sem óbitos até hoje.

IDADE E GÉNERO

Os casos confirmados distribuem-se por todas as faixas etárias, situando-se entre os 20 e os 59 anos o registo de maior número de infeções, com um destaque para a faixa entre os 40 e os 49.

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 34.665 homens e 41.731 mulheres, de acordo com os casos declarados.

Do total de vítimas mortais, 990 eram homens e 987 mulheres.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nas pessoas com mais de 80 anos.

Aumento de casos e de internamentos por Covid-19 está a provocar pressão nos hospitais

O aumento de casos e de internamentos por Covid-19 começa a provocar pressão nos hospitais e a maioria das camas nos hospitais disponíveis para a covid-19 estão ocupadas.

Luz verde para uso de dexametasona em doentes Covid-19 que precisam de ventilação

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) deu parecer favorável ao uso de dexametasona em doentes com covid-19 que necessitem de suporte ventilatório, anunciou o Infarmed.

Yves Herman

Segundo uma nota da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, a decisão da EMA surge na sequência da revisão dos resultados do estudo RECOVERY, que envolveu o uso deste medicamento no tratamento de doentes com covid-19 internados.

No parecer, a EMA considera a dexametasona "uma opção de tratamento para os doentes que necessitam de suporte ventilatório (desde a administração suplementar de oxigénio até à ventilação mecânica)", refere a nota.

A dexametasona é um medicamento corticosteroide - que começou a ser considerado como um potencial tratamento para a covid-19 devido à sua capacidade para reduzir a inflamação - que desempenha uma ação relevante no desenvolvimento da doença em alguns doentes com covid-19 admitidos nos hospitais.

O Infarmed diz ainda que o parecer da EMA abrange "a possibilidade de utilização da dexametasona em adultos e adolescentes (a partir dos 12 anos de idade e que pesem pelo menos 40 kg) que requerem terapia suplementar com oxigénio".

"O vírus gosta muito das pessoas de idade e eu não o quero". O que dizem os idosos sobre a pandemia?

Os Centros de Dia e Centros de Convívo em Lisboa e Vale do Tejo estão encerrados desde março. O Clube Sénior, da Fundação Liga, fechou nessa altura, como todos os outros centros do país. No entanto, ainda não teve autorização para reabrir por ser em Lisboa, na região com mais casos de covid-19, ao contrário do que aconteceu nas restantes regiões do país.

A Fundação Liga teve de criar alternativas para combater a solidão dos idosos. O acompanhamento tem sido feito à distância, com videochamadas feitas pela coordenadora do Clube Sénior e pela técnica de serviço social. Os idosos passaram a utilizar telemóveis e tablets, alguns oferecidos pela Fundação Liga, para poderem estar em contacto com as amigas do Clube Sénior e com a coordenadora e a técnica.

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