Coronavírus

Alto comissário da ONU para os Refugiados testa positivo à covid-19

Filippo Grandi, Alto Comissário para os Refugiádos da ONU

Rodrigo Garrido

Filippo Grandi disse ter "sintomas leves" e lembrou a importância de lavar as mãos, manter distância e usar máscara.

Especial Coronavírus

O alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, anunciou esta quarta-feira que testou positivo para o novo coronavírus, mas que os sintomas da covid-19 são leves.

"Eu estou a manter contacto com o comité executivo do ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) a partir de casa porque fui forçado a isolar-se após ter testado positivo para (o vírus da) covid-19", escreveu Grandi numa mensagem postada na sua conta da rede social Twitter.

"Eu tenho sintomas leves e espero recuperar-me rapidamente", referiu o alto comissário, lembrando a importância de lavar as mãos, manter distância e usar máscara.

De acordo com o porta-voz do ACNUR em Genebra, Andrej Mahecic, Grandi "começou a sentir sintomas semelhantes aos da gripe na terça-feira pela manhã" e por isso ficou em casa e presidiu a 71.ª sessão do conselho executivo do ACNUR, que está a decorrer esta semana em Genebra.

Grandi alertou as sete pessoas que abordou mais proximamente na segunda-feira, disse o porta-voz, destacando que, como Grandi, também foram colocadas em quarentena de 14 dias e que, "até agora, nenhum apresentou quaisquer sintomas".

O conselho executivo, a principal reunião anual da organização de ajuda aos refugiados, está a ser realizado em formato híbrido no Palácio da Nações, em Genebra, parte sendo online e parte com participantes presentes no local.

A doença de um dos mais proeminentes funcionários seniores da ONU surge em um momento em que uma série de missões diplomáticas da organização estão a pressionar para que a organização internacional volte mais rapidamente a um formato de trabalho, pelo menos híbrido, que seja mais eficaz e para votar em assuntos urgentes.

Alguns diplomatas também expressam o seu medo de que os países estejam a esconderem-se atrás da pandemia para desacelerar as discussões.

Além do mais, as reuniões virtuais são paradoxalmente mais caras do que as reuniões onde as pessoas estão fisicamente presentes, um aspeto importante para as Nações Unidas, que enfrenta uma terrível falta de fundos.

A pandemia de covid-19 já provocou cerca de um milhão e cinquenta mil mortos e mais de 35,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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