Coronavírus

Repensar o Natal? Marcelo já pensou e pede "celebrações adequadas"  

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

Miguel Carlos Cabral

Miguel Carlos Cabral

Repórter de Imagem

Presidente da República confia que o país está mais preparado do que há 7 meses e não há rutura na saúde  

Especial Coronavírus

Não é só o Natal - para que o Presidente da República alertou esta semana que é preciso "repensar" em família - mas todas as celebrações devem ser contidas nos ajuntamentos. Marcelo apela ao bom senso dos portugueses para que as saibam "viver" de forma "adequada" à situação em que o país se encontra. O que é válido já para as reuniões familiares no dia de Todos-os-Santos, 1 de novembro, e a celebração dos Finados.

Marcelo Rebelo de Sousa foi ao aniversário do Parque Natural da Peneda Gerês. Uma data redonda: 50 anos daquele que é, ainda hoje, o único parque nacional do território português. A primeira área protegida, criada em Portugal, foi inaugurada a 11 de outubro de 1970 também com a presença do Presidente da República, então, Américo Thomaz.

Mas ao fim de uma semana com o maior aumento de casos de covid-19 em Portugal, o Presidente refreia os ânimos quanto a festas. "Não é deixar" de celebrar, diz Marcelo, é fazê-lo de forma "sensata" e "adequada". Seja aniversários, casamentos ou batizados ou reuniões familiares.

O Presidente volta a dar o exemplo do Natal e até dá o seu próprio exemplo, de que como fará para, este ano, "dividir" a família: "em vez de ter uma festa, na noite de Natal, com dezenas de elementos, num espaço muito limitado - porque era o espaço que estava disponível - é possível dividir uma parte que se encontra ao almoço, no dia 24, outra ao jantar no dia 24, outra ao almoço no dia 25 ou ao jantar no dia 25. Ainda por cima, é fim-de-semana!", disse acreditando que os portugueses vão "encontrar fórmulas" e voltando a apelas à responsabilidade individual de cada um.

Para o Presidente da República, nesta fase da pandemia, mais do que medidas impostas, é a "maneira como as pessoas vão civicamente" comportar-se que será determinante para a evolução da pandemia.

"Não há uma situação de rutura ou pré-rutura" na Saúde

Com o aumento de casos e, ao mesmo tempo, a necessidade de recuperar os atrasos nas consultas e tratamentos de doentes não-covid, a pressão sobre os hospitais e centro de saúde aumentou. O Presidente reconhece que há atrasos, mas quanto à pressão, diz que é momentânea e não é igual em todo o país.

Além disso, Marcelo lembra que o sistema de saúde é composto pelo setor público, mas não só, o que permite que haja uma transferência de doentes. Mas "no global", o Presidente rejeita a ideia que haja "uma rutura ou pré-rutura" na saúde. Marcelo nota ainda que o país está mais preparado do que há 7 meses, com "uma capacidade de estrutura e organização e experiência que não havia".