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Covid-19. Universidade de Aveiro com mais 40 alunos infetados

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Segundo o reitor, estes resultados decorrem dos 95 testes a contactos de risco.

Especial Coronavírus

As autoridades de saúde registaram esta segunda-feira mais 40 alunos da Universidade de Aveiro (UA) infetados com o novo coronavírus, o maior número desde que foi detetado o surto naquela instituição de ensino há cinco dias, informou fonte académica.

"Destes 40 novos casos, 38 estão relacionados com o contágio previamente identificado", refere uma nota do reitor da UA, Paulo Jorge Ferreira, dirigida à comunidade académica.

Segundo o reitor, estes resultados decorrem dos 95 testes a contactos de risco, realizados em ação conjunta entre as autoridades de saúde e a UA.

Atualmente, de acordo com a Reitoria, existem 72 casos positivos na UA, 68 dos quais resultantes do primeiro contágio e quatro casos isolados.

Primeiros casos surgiram um dia após o início das aulas

Os primeiros casos de covid-19 na UA surgiram no dia 7, um dia depois do início das aulas naquela instituição de ensino.

Na altura, a Reitoria informou que havia 15 alunos infetados de nacionalidade espanhola que estavam a frequentar a UA ao abrigo do programa Erasmus.

De acordo com a mesma fonte, o contágio teria ocorrido na semana passada, num evento externo à Universidade.

No distrito de Aveiro, o concelho mais afetado pela pandemia continua a ser Santa Maria da Feira, com 811 casos confirmados de covid-19, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde (DGS). Segue-se Ovar (759) e Aveiro (502), que teve a maior subida na última semana ao somar 32 novas infeções.

Portugal regista mais de dois mil mortos

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e setenta e sete mil mortos e mais de 37,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.094 pessoas dos 87.913 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da DGS.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.