Coronavírus

Espanha decreta estado de emergência com recolher obrigatório

Jesus Diges

Decisão prolonga-se por seis meses.

Especial Coronavírus

O Governo espanhol aprovou esta tarde em Conselho de Ministros extraordinário um novo estado de emergência - estado de alerta é a denominação oficial em Espanha.

A decisão vai prolongar-se pelo menos nos próximos seis meses. Passa também a vigorar o recolher obrigatório entre a 23h00 e as 6h00 em todo o país, exceto nas Canárias.

Isto acontece depois de várias comunidades autónomas terem pedido ao Governo para avançar com o estado de emergência, tendo em conta a escalada de novos casos de infeção em Espanha.

Pedro Sánchez explicou ao país os detalhes das medidas.

Esta é a quarta vez que é decretado o estado de emergência na história da democracia de Espanha e o terceiro no Governo do socialista Pedro Sánchez, como explica a correspondente da SIC em Madrid Belén Rodrigo.

Espanha já registou mais de um milhão de casos de covid-19 desde o início da pandemia, embora o chefe do Governo tenha já falado em 3 milhões de infetados. Estão contabilizadas mais de 35 mil mortes.

Mais de 1.151.077 de mortos entre 42,9 milhões de infetados em todo o mundo

A pandemia do novo coronavírus fez pelo menos 1.151.077 mortos desde que começou no fim de dezembro de 2019 na CHina, de acordo com um balanço feito hoje pela agência France-Presse.

Os casos diagnosticados oficialmente de infeção pelo novo coronavírus ascendem a 42.694.790, dos quais 28.991.400 foram dados como recuperados, embora estes números não reflitam a totalidade do número real de contágios, uma vez que alguns países apenas fazem testes aos casos graves de covid-19, enquanto outros têm menos capacidade de testagem.

Nas últimas 24 horas, registaram-se 466.838 casos em todo o mundo e 5.765 pessoas com covid-19 morreram.

Os países com maior número de mortes nos balanços mais recentes são os Estados Unidos, com 906 mortes, Índia, com 578, e Brasil, com 432.

Os Estados Unidos são o país com mais casos de infeção (8.578.063) e mortes com covid-19 (224.906), segundo um balanço da Universidade Johns Hopkins. O número de pessoas recuperadas cifra-se nas 3.406.656.

Os outros países mais afetados pela pandemia são o Brasil, com 5.380.635 casos acumulados e 156.903 mortes, a Índia, com 7.864.811 casos e 118.534 mortes, o México (886.800 casos e 88.743 mortes) e o Reino Unido (854.010 casos e 44.745 mortes).

A China, sem contar com Macau e Hong Kong, teve oficialmente 85.790 casos (mais 15 desde sábado), dos quais 4.634 morreram e 80.981 recuperaram da infeção.

Entre os países mais afetados, o Peru é o que tem mais mortes por habitante, com 103 mortes por 100.000 habitantes, seguido da Bélgica, com 93 mortes por 100.000, Espanha e Bolívia, ambas com 74 mortes por 100.000 habitantes.

Por região, a América Latina e as Caraíbas registavam hoje às 11:00 um total de 10.897.051 casos e 390.870 mortes, os Estados Unidos e Canadá 8.791.791 casos e 234.826 mortes, a Ásia tinha 10.153.519 casos e 165.627 mortes, o Médio Oriente tinha 2.424.331 casos e 56.245 mortes, a África 1.709.040 casos e 41.102 mortes e a Oceânia 33.967 casos com 1.012 mortes.

Portugal com 2.297 mortes e 116.109 casos de Covid-19

Portugal atingiu este sábado um novo máximo de casos de covid-19, um número que há uns meses parecia ser impensável: 3.669. Só na região Norte registaram-se mais de 2.200 infeções. A última semana é, assim, a pior de sempre desde o início da pandemia.

Desde março há registo de 116.109 casos de covid-19 e 2.297 mortes causadas pela doença.

Os internamentos hospitalares também atingiram nas últimas 24 horas os valores máximos registados desde o início da pandemia, num total de 1.455, mais 37 pessoas internadas do que na sexta-feira. Nos cuidados intensivos estão internados 221 doentes, mais 23 do que no dia anterior.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global

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