Coronavírus

Príncipe William esteve infetado com o novo coronavírus em abril

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Informação foi mantida em segredo e só agora veio a público.

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O príncipe William testou positivo para a covid-19 na mesma altura que o pai, o príncipe Carlos, de acordo com a BBC.

No entanto, a informação foi mantida em segredo e só agora veio a público.

O príncipe William foi tratado pelos médicos do Palácio e seguiu as diretrizes do Governo. Segundo o correspondente real da BBC, Jonny Dymond, a situação poderá não ter sido tornada pública para evitar que se acentuasse o clima de alarme no Reino Unido.

Segundo fontes do Palácio, o príncipe manteve os compromissos por vídeo e telefone em isolamento na casa de campo da família.

O príncipe Carlos contraiu covid-19 em março e passou sete dias em isolamento na Escócia após apresentar sintomas leves. Também o primeiro-ministro, Boris Johnson, esteve infetado no final de março e chegou mesmo a estar internado na unidade de cuidados intensivos.

A notícia de que o príncipe William esteve infetado chega dias antes de a Inglaterra entrar num segundo confinamento durante quatro semanas a partir de quinta-feira.

No sábado, o país ultrapassou um milhão de casos com o primeiro-ministro britânico a anunciar um confinamento parcial que até 2 de dezembro.

O QUE MUDA NO REINO UNIDO?

Com as novas restrições, os bares e restaurantes só podem estar abertos para 'take-away', comércio não essencial deve encerrar e as pessoas só podem sair de casa por razões contidas numa pequena lista, na qual se inclui o exercício físico. Atividades que vão desde ir cortar o cabelo ou ir de férias para o estrangeiro ficam de novo canceladas.

Ao contrário do primeiro confinamento de três meses no Reino Unido, no início do ano, as escolas, universidades, empresas de construção e indústria continuarão a funcionar.

Boris Johnson tinha decretado um conjunto de restrições regionais no início de outubro, mas não foram suficientes. Consultores do Governo preveem que na atual trajetória do surto a procura de camas hospitalares excederá a capacidade até à primeira semana de dezembro, mesmo que os hospitais temporários criados no primeiro pico da pandemia sejam reabertos.

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