Coronavírus

O aviso do Chega: restrições "absurdas e desproporcionais matarão a economia"

ANTÓNIO COTRIM

André Ventura sublinha que as medidas do estado de emergência representam o "enterro definitivo da restauração e do comércio".

Especial Coronavírus

O partido Chega considerou esta segunda-feira que as restrições do estado de emergência são "o enterro" da restauração e do comércio e repudia as limitações que diz serem "absurdas e desproporcionais".

Em comunicado, o partido de André Ventura sublinha que as medidas do estado de emergência representam o "enterro definitivo da restauração e do comércio", adjetivando as restrições de "absurdas e desproporcionais" e afirmando que "matarão a economia, os negócios e lançarão milhões no desemprego".

"(...) o Governo insiste em copiar modelos europeus desastrosos"

"Mesmo sem qualquer evidência científica ou sanitária de que um recolher obrigatório, sobretudo aos fins de semana, resolverá o que quer que seja - como reconheceu o próprio primeiro-ministro há algumas semanas - o Governo insiste em copiar modelos europeus desastrosos", refere o partido após reunião do seu órgão executivo.

Para o Chega, o governo mostra que "não tem a mínima sensibilidade para o emprego e a viabilidade de centenas de setores, do turismo aos espetáculos, dos eventos ao comércio local".

O Chega foi um dos partidos que se absteve na votação de declaração sobre o novo estado de emergência.

"Colapso financeiro do país e um futuro sombrio para milhões de famílias"

Para o partido de deputado único, a regulamentação definida pelo Governo, "é a mais desastrosa de todas as que tivemos este ano e determinará, a breve, o colapso financeiro do país e um futuro sombrio para milhões de famílias".

O Governo aprovou no sábado as medidas do estado de emergência que vai vigorar entre segunda-feira e 23 de novembro, prevendo o recolher obrigatório noturno durante a semana nos 121 concelhos de maior risco de contágio, entre outras medidas.

Nestes 121 municípios, onde há "risco elevado de transmissão da covid-19", abrangendo 70% da população residente, ou seja, 7,1 milhões de habitantes em Portugal, incluindo todos os concelhos das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, a circulação também estará limitada nos próximos dois fins de semana entre as 13:00 de sábado e as 05:00 de domingo e as 13:00 de domingo e as 05:00 de segunda-feira.

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