Coronavírus

Restaurantes cheios... de lugares vazios

Primeira noite de estado de emergência marcada por fiscalizações e indignação na restauração.

Especial Coronavírus

É uma das medidas que está a causar mais indignação e revolta no setor: os restaurantes têm de fechar mais cedo e os proprietários dizem não ter mãos a medir com medidas que os prejudicam.

O Coreto, na Maia, estava a recuperar bem da primeira vaga da pandemia, entre setembro e outubro faturou mais 30% que no mesmo período do ano passado, mas o novo estado de emergência pode pôr em causa a recuperação. O restaurante costumava receber por dia cerca de 20 clientes, esta segunda-feira teve apenas quatro.

Para além do novo horário de encerramento dos restaurantes, a primeiro noite do novo estado de emergência fica também marcada por várias ações de fiscalização por parte das autoridades.

No Grande Porto, a PSP realizou operações STOP em sete pontos diferentes para conseguir fiscalizar o movimento nas ruas, uma vez que o recolher é obrigatório entre as 23h e as 5h da manhã.

Governo prepara linha de apoio à restauração

O Governo vai aprovar esta semana um pacote de ajuda específico para a restauração. O anúncio foi feito na segunda-feira por António Costa durante uma entrevista à TVI.

A medida aplica-se aos restaurantes dos concelhos mais atingidos e pretende compensar a receita que os estabelecimentos vão perder nos próximos dois fins de semana. Este apoio vai ser atribuídos após análise da receita de cada um dos restaurantes através do E-fatura.

Contactados pela SIC, os Ministérios das Finanças e Economia remetem para os próximos dias os moldes de como vai o Governo compensar o setor da restauração.

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