Coronavírus

Empresários contra medidas do estado de emergência. "Parece-me que agora é a última machadada" 

Testemunho de Nuno Santana, proprietário de restaurantes e organizador de eventos.

Especial Coronavírus

A vida de Nuno Santana, proprietário de restaurantes em Lisboa e Vilamoura e organizador de eventos, está alinhada com a vida dos portugueses que "estão proibidos de trabalhar", disse esta quarta-feira.

É um dos empresários que tem sido afetado pela pandemia e que vê as últimas medidas do Governo como a "última machadada" em alguns negócios. Lembra que, em março, a restauração e o setor dos eventos fecharam porque tiveram consciência da ameaça que o país atravessava a nível da saúde pública.

Porém, Nuno Santana sublinha que existem portugueses que estão proibidos de trabalhar há cerca de nove meses e que "estão desesperados".

Apesar de considerar prejudicial a proibição de circulação ao fim de semana a partir das 13 horas, o empresário lembra também que milhares de portugueses estão em telebralho, secando assim o número de refeições diárias feitas durante a semana na hora de almoço.

"A par disto, há o medo", refere, antecipando uma situação catastrófica daqui a duas ou três semanas.

Nos restaurantes dos quais é proprietário aponta que, da semana passada para esta semana, foram feitas menos 80% das refeições - que já eram abaixo do histórico do ano passado.

Nuno é também organizador de eventos, responsável pelo Wonderland em Lisboa, evento do Natal no Parque Eduardo VII, que foi cancelado.