Coronavírus

Ljubomir Stanisic: "Olhem para nós estamos literalmente a morrer"

Centenas de empresários da restauração e da cultura pedem no Rossio ajuda para sobreviver.

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Centenas de empresários e trabalhadores da restauração, eventos culturais e animação noturna estão reunidos no Rossio, em Lisboa, exigindo apoios do Governo para lutarem contra o desemprego e continuarem "a pôr pão na mesa".

Em frente ao Teatro Nacional Dona Maria II, e rodeados por um visível aparato policial, os organizadores do protesto fazem-se ouvir em cima de uma carrinha de caixa aberta, a partir da qual desfiam um rol de queixas que concluem sempre o mesmo: "a restauração e a cultura estão a morrer!".

Os presentes, munidos de máscara e com algum distanciamento social, estão a empunhar cartazes onde se leem as principais reivindicações destes setores . Queixam-se de ser o bode expiatório desta pandemia e assumem-se como os maiores cumpridores da segurança, ma dizem que, apesar disso, têm sido os mais prejudicados.

"Estão a matar 100% dos restaurantes por 3% do contágio", "Queremos trabalhar, deixem-nos viver" ou "Não há saúde sem economia" são algumas das frases que se podem ler nos cartazes de alguns dos manifestantes.

Os vários intervenientes queixam-se de terem sido obrigados a despedir trabalhadores, nomeadamente no setor da animação cultural, mas também na restauração, na hotelaria, nas discotecas e bares noturnos e nos transportes de turistas.

Entre eles o chef Ljubomir Stanisic, que reforça que os manifestantes "não estão contra o Governo (...) que não querem entrar em politiquices".

"Nós somos obrigados a despedir pessoas, mas não queremos despedir."

E deixa ainda ainda um apelo: "Olhem para nós estamos literalmente a morrer".

O comércio e a restauração iniciam hoje o primeiro de dois fins de semana em que apenas podem abrir entre as 08:00 e as 13:00, no âmbito do estado de emergência, uma medida contestada por várias associações empresariais.