Coronavírus

Israel recebe primeira remessa de vacina da Pfizer/BioNTech contra o novo coronavírus

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, discursa no Aeroporto Internacional e diante do avião refrigerado da empresa DHL que transportou as primeiras doses da vacina da Pfizer/BioNTech.

Reuters

Outras vacinas vão chegar ao país nos próximos dias para começaram a ser administradas em janeiro.

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Israel recebeu hoje a primeira remessa de vacinas contra o novo coronavírus da Pfizer/BioNTech (EUA e Alemanha) e outras vão chegar ao país nos próximos dias, para começaram a ser administradas nas próximas semanas.

Essta primeira remessa contém apenas cerca de mil doses da vacina e, segundo os media locais, representou um teste piloto para garantir que a logística da transferência fosse segura e sem complicações.

Entre quinta-feira e sexta-feira, outras 500.000 doses devem chegar e na próxima semana outro milhão.

A campanha de vacinação da população terá início no dia 20 de janeiro e os hospitais poderão começar a vacinar o pessoal médico antes dessa data, informou o Ministério da Saúde, que esta semana decidirá a ordem dos grupos que receberão as primeiras vacinas.

Esta manhã, num discurso no Aeroporto Internacional e diante do avião refrigerado da empresa DHL que transportou as primeiras doses, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse que será o primeiro a receber a vacina no país, "para dar o exemplo" ao resto dos cidadãos.

"A solução para a pandemia do novo coronavírus chegou", disse Netanyahu, que descreveu este dia como "de comemoração".

De acordo com uma sondagem divulgada pelo canal de televisão pública israelita Kan, 40% do pessoal médico e metade da população do país tem medo de ser vacinada.

Na terça-feira, Netanyahu conversou com o presidente da Pfizer, Albert Bourla, a quem agradeceu o envio das vacinas e com quem acertou novos fornecimentos - cujo preço e quantidade não foram divulgados -, informou a assessoria de imprensa do Governo israelita.

Em novembro, Israel fechou a compra de oito milhões de vacinas com a Pfizer, por um preço que não foi divulgado, e neste mês fechou um acordo com a empresa norte-americana de biotecnologia Moderna para a compra de seis milhões de doses de sua vacina contra o novo coronavírus.

Também está a finalizar com a farmacêutica britânica AstraZeneca a compra de dez milhões de doses, tendo ainda acordos com a Arcturus (EUA) e a italiana ReiThera, e está em negociações com a Rússia para adquirir a sua vacina, a Sputnik V, além de estar a tentar desenvolver a sua própria vacina.

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