Coronavírus

Covid-19. Conheça os projetos de vacina mais avançados

A da Pfizer começou esta terça-feira a ser administrada no Reino Unido, a da AstraZeneca precisa de mais estudos e a Moderna deverá ter aprovação nos EUA nos próximos dias.

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A vacina da Pfizer é, para já, a única a ter validação num país europeu. A AstraZeneca, da Universidade de Oxford, precisa mais estudos para aferir a eficácia da vacina, segundo avança a revista científica The Lancet. Para além destas duas, há mais vacinas em fase final dos testes.

A técnica utilizada pela norte-americana Pfizer, a alemã BioNTech e a chinesa Fosunfarma é uma estreia: é a primeira vacina do mundo aprovada que utiliza a tecnologia de RNA mensageiro, ou seja, onde uma pequena parte do código genético do vírus é utilizado para ensinar o corpo a lutar contra ele. Esta vacina apresentou 95% de eficácia nos estudos já validados pela comunidade científica mundial.

Também a vacina da Moderna, cujos dados preliminares apontam para uma eficácia de 94,5%, utiliza a mesma tecnologia. No entanto, difere na forma de conservação: enquanto a vacina Pfizer necessita de ser armazenada a temperaturas inferiores a -70ºC, a da Moderna pode ser guardada a -20ºC, ou seja um congelador. A agência reguladora norte-americana, a FDA, deverá dar autorização à administração desta vacina nos próximos dias.

A história da vacina da AstraZeneca com a Universidade de Oxford acabou por ter uma reviravolta inesperada. Utiliza uma tecnologia diferente das anteriores: um adenovírus de chimpazé, causador da constipação, que foi geneticamente modificado com o novo coronavírus. A eficácia médica de 70% resultou de uma combinação de dois ensaios. O consórcio britânico-sueco está a repetir os ensaios clínicos.

A vacina da Janssen, com sede em Bruxelas, é mais um dos projetos que utiliza a técnica do adenovírus alterado. Os dados dos ensaios clínicos desta vacina deverão ser divulgados até ao final do ano.

A Sputnik V, produzida na Rússia, foi a primeira a ter autorização formal de um país, em agosto, mas sem ter sido revista por outros cientistas, que consideram que a informação disponível é incompleta. Depois de testada em voluntários e militares, esta vacina começou a ser administrada em larga escala no sábado passado, a profissionais da saúde, do ensino e vai também alargar-se à população de Moscovo.

Há três vacinas chinesas em fase de testes, todas com autorização de emergência. Nenhuma ainda tem certificação do Estado Chinês. A Coronavac, do laboratório Sinovac de Hong Kong, é a mais avançada, com testes clínicos a decorrer no Chile, Turquia, Indonésia e Brasil. Segundo dados preliminares, sugerem uma eficácia de 97%, uma reação imunitária rápida, porém com número baixo de anticorpos.

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