Coronavírus

Covid-19. Alemanha endurece e prolonga até final do mês medidas de restrição

FILIP SINGER

Alemanha não está a conseguir reduzir o número de infeções, após dois meses de restrições.

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A Alemanha vai prolongar as medidas de restrição por causa da pandemia de covid-19 até 31 de janeiro - incluindo o encerramento de escolas e lojas não essenciais - e endurecer algumas delas, anunciou o Governo alemão.

A decisão foi hoje anunciada e apresenta um novo pacote de restrições à vida pública e à atividade económica que a chanceler alemã, Angela Merkel, e os chefes dos 16 governos regionais do país concordaram por em prática, para impedir a disseminação do novo coronavírus.

O novo pacote de restrições endurece medidas anunciadas em 16 de dezembro e que deveriam terminar em 10 de janeiro, sendo agora prolongadas até ao final do corrente mês.

A Alemanha não está a conseguir reduzir o número de infeções, após dois meses de restrições, tendo registado hoje 11.897 novos caos (número influenciado pelos feriados recentes) e 944 mortes, acumulando 1.787.410 infeções e 35.518 mortes com covid-19.

Entre as novas restrições, está a diminuição do tamanho de reuniões privadas, que passam a poder incluir apenas uma pessoa fora do agregado familiar, bem como mais severas limitações de movimentação às pessoas que vivem em áreas com taxas de infeção particularmente elevadas.

A partir desta semana, nas áreas geográficas com mais de 200 casos de contaminação por 100.000 habitantes, as pessoas ficam limitadas a deslocações num raio de 15 quilómetros.

O Governo alemão já tinha decretado um confinamento parcial em 2 de novembro, encerrando restaurantes, bares e instalações desportivas, mas sem conseguir reduzir substancialmente o número de novas infeções.

O plano de vacinação na Alemanha começou há mais de uma semana, em simultâneo com os restantes países da União Europeia, tendo sido aplicadas quase 265.000 doses, de acordo com o Instituto Koch, que supervisiona o programa de combate à pandemia.

O Governo diz que o plano de vacinação está a prosseguir conforme o esperado e que o início lento da sua aplicação se deve ao facto de as equipas móveis se deslocarem, em primeiro lugar, a centros de terceira idade, para atingir a população mais vulnerável, o que leva mais tempo a realizar.