Coronavírus

Covid-19. Portugal regista novo máximo de mortes e novos casos em 24 horas

Rio Tejo, Lisboa

Pedro Nunes

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 8.709 mortes e 539.416 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

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Portugal atingiu este sábado novos máximos diários ao registar 166 mortes relacionadas com a covid-19 e 10.947 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 8.709 mortes e 539.416 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando este sábado ativos mais 2.304 casos, num total de 128.165.

Quanto aos internamentos hospitalares, o boletim epidemiológico da DGS revela que estão internados 4.653 doentes, mais 93 em relação a sexta-feira, das quais 638 em cuidados intensivos, mais 16.

As autoridades de saúde têm sob vigilância 155.401 contactos, mais 12.661 relativamente a ontem.

O boletim revela ainda que foram dados como recuperados mais 8.477 doentes. Desde o início da pandemia em Portugal, em março, já recuperaram 402.542 pessoas.

Ambulâncias formam fila à porta das urgências em Lisboa e Torres Vedras

As filas de ambulâncias à porta das urgências dos hospitais, provocadas pelo aumento de doentes de covid-19, mostram a gravidade do estado da pandemia em Portugal.

Esta madrugada, no Hospital Santa Maria, em Lisboa, os doentes tiveram de esperar dentro das ambulâncias por causa da grande afluência nas urgências, dedicadas a pessoas com problemas respiratórios.

Em Torres Vedras, a fila tinha mais de 10 ambulâncias com doentes com covid-19.

"Se me perguntar, de uma forma simples, como é que nós estamos, eu diria: nós estamos em rutura"

Filipe Froes, pneumologista e coordenador do Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos, considera que Portugal está "em rutura" e o que se está neste momento a fazer é "adiar o caos".

O médico pneumologista diz que o confinamento geral era "essencial", explicando que um dos objetivos é "evitar a rutura digamos assim, o caos, do Serviço Nacional de Saúde".

No entanto, acredita que este confinamento ainda é "incompleto e parcial", porque "está associado às desvantagens de ter um confinamento sem ter as vantagens".

"Este não era o confinamento que nós precisávamos."

O coordenador do Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos considera "imperioso (...) maximizar a sua [do confinamento] efetividade" e por isso acha "necessário rever com urgência a manutenção da abertura de todo o ensino escolar e universitário".