Coronavírus

Circulação entre concelhos proibida ao fim de semana. ATL voltam a abrir

MIGUEL A. LOPES

Conheça as novas medidas de combate à pandemia em Portugal e os alertas deixados pelo primeiro-ministro.

Saiba mais...

O primeiro-ministro António Costa anunciou esta segunda-feira uma lista de medidas adicionais de combate à covid-19, face ao agravamento dos efeitos da pandemia em Portugal.

Entre as novas medidas, destaque para a reposição da proibição de circular entre concelhos ao fim de semana e de permanecer em espaços públicos, como jardins.

As escolas mantêm-se abertas e os ATL voltam a reabrir. Nas ruas haverá um reforço da fiscalização e da presença policial.

AS MEDIDAS ANUNCIADAS POR ANTÓNIO COSTA

  • Proibida a venda ou entrega ao postigo em qualquer estabelecimento do ramo não alimentar, como, por exemplo, lojas de vestuário;
  • Proibida a venda ou entrega ao postigo de qualquer tipo de bebida, mesmo cafés, em estabelecimentos alimentares que estejam em regime de take away;
  • Proibida a permanência e consumo de bens alimentares à porta ou nas imediações dos estabelecimentos;
  • São encerrados os espaços de restauração em centros comerciais, mesmo em regime de take away;
  • Proibido o consumo à porta ou na via pública, nas imediações;
  • Proibidas todas as campanhas de saldos, promoções e liquidações que promovam a deslocação de pessoas;
  • Universidades seniores, centros de dia e de convívio serão encerrados;
  • Proibida a permanência em espaços públicos de lazer, como jardins. Podem ser frequentados, mas não podem ser locais de permanência;
  • Todos os trabalhadores que tenham de se deslocar para prestar trabalho presencial têm de ter uma credencial emitida pela entidade patronal;
  • Todas as empresas de serviços com mais de 250 trabalhadores têm de enviar em 48 horas à Autoridade para as Condições de Trabalho a lista dos que estarão em trabalho presencial;
  • Autarcas devem limitar o acesso a locais de grande concentração de pessoas em frentes marítimas ou ribeirinhas;
  • Reposta a proibição de circulação entre concelhos ao fim de semana, no território continental, e todos os estabelecimentos de qualquer natureza devem encerrar às 20:00 nos dias úteis e às 13:00 ao fim de semana, com exceção dos super e hipermercados que, aos fins de semana, poderão funcionar até às 17:00;
  • Reforço da fiscalização policial nas ruas;
  • Proibido fazer desportos em equipamentos, nomeadamente campos de ténis ou padel.

O primeiro-ministro explicou também que ainda não há data para a entrada em vigor destas medidas, que ainda têm de ser promulgadas pelo Presidente da República.

MIGUEL A. LOPES

Atividades de Tempos Livres voltam a abrir

As escolas vão continuar abertas e as Atividades de Ocupação de Tempos Livres (ATL) voltam a reabrir, depois de terem sido encerradas na semana passada por decisão do Governo, anunciou o primeiro-ministro.

"Sobre os ATL, mantemos os ATL em funcionamento", disse António Costa.

"Este é o nível mais perigoso de sempre" da pandemia

"Não é aceitável que este movimento de pessoas continue. Impõe-se clarificar normas de restrição da circulação e alargar o quadro restritivo das medidas", declarou António Costa.

Logo nas suas primeiras palavras, o primeiro-ministro afirmou que os portugueses "estão a viver o momento mais grave da pandemia".

"O que está verdadeiramente em causa é a saúde e a vida de cada um de nós e das pessoas que nos rodeiam", declarou, dramatizando a sua mensagem sobre os perigos da covid-19.

António Costa reafirmou que é necessário um esforço coletivo para conter o crescimento da pandemia. "Este é o nível mais perigoso de sempre", afirmou o primeiro-ministro.

Confrontado com as críticas de partidos da oposição, designadamente o PSD, em relação à linha seguida pelo Governo para a prevenção do aumento da epidemia em Portugal, o primeiro-ministro respondeu que "não iria desgastar a energia dos portugueses no combate político-partidário".

"Este não é o momento do combate político-partidário, mas de unidade nacional para fazermos frente à pandemia. Este é um momento em que todos se têm de concentrar no essencial - e eu não me vou distrair daquilo que é o essencial e o meu dever", declarou.

Perante os jornalistas, o primeiro-ministro manteve a tese de que, "até ao limite das forças", o Governo "tudo fará para perturbar o mínimo possível o mínimo possível a vida dos portugueses, a vida das empresas e colocar em causa os postos de trabalho".

"Mas também não hesitaremos em adotar todas as medidas que as circunstâncias impuserem. Aquilo que fará depender a necessidade ou não de reforçar ainda mais o quadro [de restrições] é a forma como a pandemia evoluir. E a pandemia evoluirá na estrita medida do comportamento que cada um de nós tiver", sustentou.

MIGUEL A. LOPES

Agravar da pressão sobre SNS obriga a multiplicar soluções de recurso

As previsões para os próximos dias são de aumento do número de mortes por covid-19 e agravamento da pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), o que obrigará a "multiplicar soluções de recurso", disse o primeiro-ministro.

"Todas as previsões que temos é que até ao próximo dia 24 a pressão sobre o SNS irá continuar a aumentar, o que nos exige, aliás, continuar a multiplicar soluções de recurso, quer com a criação de novas camas de retaguarda, quer com o alargamento das áreas dedicadas à covid em todos os estabelecimentos hospitalares. Também iremos continuar a ter nos próximos dias um agravamento do número de pessoas que virão a falecer vítimas de covid", afirmou.

MIGUEL A. LOPES

Portugal com mais 167 mortes e 6.702 casos de covid-19 nas últimas 24 horas

Portugal regista esta segunda-feira mais 167 mortes relacionadas com a covid-19 - um novo máximo diário - e 6.702 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 9.028 mortes e 556.503 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando esta segunda-feira ativos mais 1.875 casos, num total de 135.886.

Quanto aos internamentos hospitalares, o boletim epidemiológico da DGS revela que estão internados 5.165 doentes, mais 276 em relação a domingo, das quais 664 em cuidados intensivos, mais 17.

As autoridades de saúde têm sob vigilância 166.235 contactos, mais 5.115 relativamente a ontem.

O boletim revela ainda que foram dados como recuperados mais 4.660 doentes. Desde o início da pandemia em Portugal, em março, já recuperaram 411.589 pessoas.

Pedro Nunes

  • 1:55
  • O cartão amarelo que não se percebe 

    Opinião

    Despir a camisola aquando da celebração de um golo é proibido pelas leis de jogo. Penso que toda a gente sabe disso. Aliás, basta apenas que um qualquer jogador cubra a cabeça usando essa peça de equipamento para ser sancionado.

    Duarte Gomes