Coronavírus

Covid-19. “Ainda vamos a tempo de salvar os hospitais de um caos total”

Alexandre Valentim Lourenço, do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, em entrevista à SIC Notícias.

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A afluência às urgências hospitalares disparou e a gravidade em que os doentes chegam também, o que tem dificultado o trabalho dos profissionais de saúde. Para Alexandre Valentim Lourenço, o Governo deveria assumir o problema e implementar “medidas realmente eficazes”.

Afirma que desde outubro era possível verificar que a pandemia estava a crescer novamente e que, por isso, o atraso na implementação de medidas foi o responsável por, a esta altura, o país registar mais de 10 mil casos diários e um elevado número de internamentos, ao ponto de ser necessário transferir doentes e “encerrar todos os internamentos não necessários”.

Alexandre Valentim Lourenço considera que os hospitais estão a enfrentar uma situação de pré-catástrofe, mas garante que ainda é possível salvá-los de um “caos total”.

Uma das questões essenciais, explica, é evidenciar a gravidade da doença e das sequelas – mesmo aquelas que ainda não são conhecidas – de forma a que a população valorize a gravidade do momento que o país enfrenta.

“Na gripe espanhola, ao fim de sete anos, começaram a aparecer sequelas neurológicas. Não sabemos que sequelas a covid-19 vai trazer mais tarde”.

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    Chamam-lhes “funcionários” porque funcionam. A expressão até parece sugerir que eles são os únicos que “funcionam”, dentro de uma escola. Acalmem-se os tolos. Significa apenas que os “assistentes operacionais”, ou “auxiliares de ação educativa”, títulos mais pomposos do que “contínuos” – expressão que estimo muito - são pau para toda a colher.

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