Coronavírus

Covid-19. "Estamos a viver uma situação de tragédia" 

Celso Cunha, virologista do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, na Edição da Noite, da SIC Notícias.  

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O virologista Celso Cunha reconhece que a atual situação epidemiológica aconteceu mais cedo do que se estava à espera e considera que vai ser difícil achatar a curva sem "medidas muito rigorosas" como as de março.

"Estamos a viver uma situação de tragédia", diz na Edição da Noite, da SIC Notícias.

O virologista defende que vai ser difícil achatar a curva a um ritmo que seja sustentável para o Serviço Nacional de Saúde sem "medidas muito rigorosas".

Celso Cunha critica a "decisão política" de relaxar as medidas no Natal e considera que a "opção técnica" teria tido um resultado diferente. Diz mesmo que o primeiro-ministro e o Presidente da República têm uma responsabilidade direta no que está a acontecer agora.

O virologista defende que os principais atores na resolução da atual situação pandémica são cada um dos portugueses. Ainda assim, reconhece que houve falhas, tanto na comunicação do Governo como na credibilidade da informação transmitida.

PORTUGAL COM MAIS 167 MORTES E 6.702 CASOS DE COVID-19 NAS ÚLTIMAS 24 HORAS

Portugal regista esta segunda-feira mais 167 mortes relacionadas com a covid-19 - um novo máximo diário - e 6.702 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 9.028 mortes e 556.503 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando esta segunda-feira ativos mais 1.875 casos, num total de 135.886.

Quanto aos internamentos hospitalares, o boletim epidemiológico da DGS revela que estão internados 5.165 doentes, mais 276 em relação a domingo, das quais 664 em cuidados intensivos, mais 17.