Coronavírus

Covid-19. Vacina da Moderna eficaz contra variantes do Reino Unido e África do Sul

Jennifer Lorenzini

Farmacêutica admite que não é tão eficaz na variante da África do Sul, mas garante um reforço da vacina.

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A farmacêutica norte-americana Moderna diz que a vacina contra a covid-19 é eficaz no combate às novas variantes detetadas no Reino Unido e na África do Sul.

Em comunicado, que cita resultados preliminares, a Moderna sustenta que a sua vacina "mantém atividade neutralizadora" para as variantes do SARS-CoV-2 com origem no Reino Unido e na África do Sul, e já detetadas em Portugal.

Segundo a empresa de biotecnologia, "é esperado que o regime de duas doses" da vacina "proteja contra as estirpes emergentes detetadas até à data".

No entanto, admite que na estirpe sul-africana a eficácia não é tão elevada e por isso vai trabalhar para desenvolver um reforço da vacina de modo a aumentar a imunidade.

O comunicado refere que, em relação à variante britânica, não foi verificado "nenhum impacto significativo nos títulos neutralizadores".Quanto à variante sul-africana, "foi observada uma redução de seis vezes nos títulos neutralizadores", mas tais níveis "permanecem acima" dos que "se espera que configurem uma proteção".

A Moderna adianta, porém, que, "por precaução", está a desenvolver uma "variante de reforço" da sua vacina contra a estirpe sul-africana e que irá testar "uma dose adicional de reforço" da vacina para avaliar "a capacidade de aumentar ainda mais os títulos neutralizadores contra estirpes emergentes".

A vacina contra a covid-19 da Moderna foi aprovada, para uso condicionado, na União Europeia no início de janeiro.

Portugal comprou 2,8 milhões de doses desta vacina da norte-americana Moderna.

Estudo

Os resultados divulgados, que carecem ainda de revisão pelos pares para efeitos de publicação científica, foram obtidos a partir de um estudo 'in vitro' que analisou, a partir de soro sanguíneo humano e de macacos, a capacidade da vacina de induzir a formação de anticorpos neutralizadores potentes contra as duas variantes

Tanto as pessoas, oito ao todo, com idades entre os 18 e os 55 anos, como os macacos foram inoculados com duas doses (as recomendadas) da vacina da Moderna contra a covid-19.

O trabalho foi feito pela empresa de biotecnologia em colaboração com o Centro de Investigação de Vacinas do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, nos Estados Unidos.

"Estamos entusiasmados com estes novos dados, que reforçam a nossa confiança de que a vacina da Moderna contra a covid-19 deve trazer proteção contra estas novas variantes detetadas", disse, citado no comunicado, o patrão da Moderna, Stéphane Bancel.

Receio das novas variantes do vírus faz aumentar restrições na Europa

A Alemanha está a diminuir a curva de contágios, mas quer travar a entrada no país das novas variantes do vírus. Quem quer entrar entrar no país precisa de ter um teste negativo à covid-19.

Também a Bulgária vai obrigar a um teste negativo para quem quiser entrar no país, incluindo passageiros da União Europiea.

Já França poderá ter o terceiro confinamento, se o recolher obrigatório às 18:00 não fizer baixar o número de infeções.