Coronavírus

Vacinação de bombeiros, forças de segurança e titulares de órgãos de soberania começa na próxima semana

A ministra da Saúde esteve reunida com a task-force do Plano de Vacinação contra a covid-19. No final do encontro, Marta Temido fez declarações à comunicação social.

Saiba mais...

Bombeiros, forças de segurança, titulares de órgãos de soberania e maiores de 50 anos com doenças de risco começam a ser vacinados na próxima semana. A meta do Governo deverá ser cumprida, numa altura em que a vacinação dos lares está na reta final.

O objetivo para todos os estados-membros da Uniao Europeia é vacinar pelo menos 80% dos maiores de 80 anos até março.

O governo português garante que está dentro de todos os prazos, graças também à mais recente entrega de 99.450 doses da vacina. Até agora já chegaram a Portugal 411.600 doses.

Até às 19h00 deste domingo já tinham sido vacinadas 255 mil pessoas.

100 mil profissionais de saúde do SNS vacinados até ao final deste mês

Numa conferência de imprensa realizada no Ministério da Saúde, em Lisboa, após uma reunião com a 'taskforce' do plano de vacinação, a governante esclareceu também que até às 19:00 deste domingo já tinham sido efetuadas 255.700 inoculações, nomeadamente a profissionais de saúde e utentes e funcionários de lares. Ademais, vincou a expectativa de atingir os 100 mil vacinados no setor da saúde até final desta semana.

"Estimamos que até ao final deste mês estejam vacinados 100 mil profissionais de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Instituto de Saúde Ricardo Jorge (INSA), Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPTP), das forças armadas, dos estabelecimentos prisionais e dos setores privado e social de estruturas que estão a receber doentes covid", afirmou.

Marta Temido indicou que já foram administradas doses de vacina a mais de 162 mil utentes e funcionários de estabelecimentos residenciais para idosos (ERPI) e da rede nacional de cuidados continuados integrados (RNCCI), sublinhando que "é possível" concluir brevemente este processo, uma vez que "faltam poucos profissionais e residentes" para vacinar. Porém, lembrou que os lares onde existem surtos de covid-19 permanecem como exceção.

A alteração do prazo de 21 dias entre as duas tomas da vacina da Pfizer/BioNTech que tem sido feita em alguns países mereceu também um comentário da titular da pasta da saúde no Governo, para assumir que o Ministério já pediu um esclarecimento a nível europeu.

"Portugal continua a fazer os 21 dias de intervalo entre as duas tomas da vacina. Fizemos, conjuntamente com outros países, um pedido de apreciação à Agência Europeia do Medicamento (EMA) sobre este tema. Ainda não temos uma recomendação e, por isso, mantemos os 21 dias", frisou.

Veja também: