Coronavírus

Reabertura de alguns setores? "Não foi dado o mínimo sinal nesse sentido"

Ricardo Costa analisa a situação pandémica na Europa e as conclusões da reunião no Infarmed.

Saiba mais...

O Governo e o Presidente da República reuniram-se esta segunda-feira por videoconferência com os especialistas para avaliar a evolução da pandemia de covid-19 em Portugal.

Ricardo Costa afirma que não foi dado qualquer sinal de reabertura de alguns setores, como por exemplo os cabeleireiros, algum pequeno comércio ou livravias e antevê que o desconfinamento só acontecerá a partir de 5 de abril, depois da Páscoa.

Numa análise na SIC Notícias, lembrou também que a educação é a área mais complexa - porque envolve milhões de pessoas, entre alunos, professores e funcionários - e, ao mesmo tempo, a mais urgente.

"Vale a pena ver o que vão fazer o Reino Unido e a Alemanha", referiu.

Estes dois países poderão servir de 'guia' para Portugal, uma vez que se preparam para iniciar o desconfinamento. Ricardo Costa lembra que tanto o Reino Unido como a Alemanha fecharam antes de Portugal e que, por isso, estão numa situação mais controlada.

"Podemos seguir o plano que outros países vão testar. Não vale a pena inventar, porque pode-se perceber o que está a correr bem ou mal", disse.

Ricardo Costa destaca ainda a entrada da vacina da Johnson & Johnson, que "tenderá a invadir o mercado" e que deverá ser aprovada pela Agência Europeia do Medicamento a 8 de março.

"Vão chegar mais vacinas, vai ter que se vacinar em mais sítios para se poder atingir a imunidade de grupo no final de agosto".

A meta foi hoje anunciada pelo coordenador do plano de vacinação. Segundo Henrique Gouveia e Melo a disponibilidade de vacinas contra a covid-19 melhorou e isso fez com que fosse alterada a previsão para se atingir a imunidade de grupo em Portugal.

"Pode passar do fim do verão para meados de agosto ou o início de agosto", afirmou Henrique Gouveia e Melo, advertindo, no entanto, que são apenas "expectativas que ainda têm de se confirmar".

O coordenador da task force referiu ainda que no segundo trimestre do ano haverá uma concentração de vacinas "suficiente para aumentar a velocidade da vacinação para cerca de 100 mil vacinas por dia, o que fará com que se tenha de pensar em modelos alternativos aos centros de saúde, para que o processo decorra sem problemas".

Até ao momento 4,5% da população portuguesa já recebeu a primeira dose da vacina e 2,7% a segunda.