Coronavírus

"Se as crianças podem ir à escola então já está tudo seguro", professor alerta para sinal que é dado à população

A reação de Paulo Guinote a uma carta que pede a reabertura urgente das escolas ao primeiro-ministro, restantes membros do Governo e ao Presidente da República.

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O professor do ensino básico Paulo Guinote considera que a carta aberta é exagerada, questiona o sinal que é dado à população com a abertura das escolas e sublinha que a prioridade é a saúde pública.

Uma centena de médicos, professores, pais e investigadores pediu ao Governo e ao Presidente da República a reabertura urgente das escolas a partir de 1 de março a começar pelos mais novos e de forma faseada, com as devidas precauções.

Numa carta enviada ao primeiro-ministro, ao ministro da Educação, à ministra da Saúde, aos restantes membros do Governo e ao Presidente da República, o grupo, do qual fazem parte o virologista Pedro Simas e o epidemiologista Henrique Barros, diz ser possível manter as escolas abertas com ensino presencial com as devidas precauções e apontam algumas medidas.

O grupo de pais, professores, epidemiologistas, psiquiatras, pediatras e outros médicos, psicólogos, cientistas e profissionais de diferentes áreas lembra que um largo conjunto de investigações "mostrou que as escolas não são contextos relevantes de infeção e, durante o primeiro período, as medidas sanitárias em vigor nas escolas provaram que o curso da epidemia foi independente das escolas estarem abertas".