Coronavírus

Desconfinamento. “Ideia de que há dois ou três números que são linhas mágicas não faz sentido”

Entrevista SIC Notícias

Henrique Barros, epidemiologista e especialista em saúde pública, em entrevista à SIC Notícias.

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A poucos dias de ser conhecido o plano de desconfinamento, parece certo que o país deverá retomar a atividade económica a diferentes velocidades, já em meados de março. Desta vez a reabertura dos diferentes setores não terá datas concretas, mas será feita mediante critérios de saúde pública, como o número de infetados e internamentos.

Para o epidemiologista Henrique Barros, a ideia “de que há dois ou três números que são linhas mágicas não faz sentido” e que o desconfinamento deve ser planeado com base em indicadores epidemiológicos, como os números de infetados e internamentos, mas também indicadores económicos e sociais.

Sobre a evolução da pandemia em Portugal, o especialista defende que era previsível a descida das infeções e hospitalizações, explicando também que é possível prever que estes números “não desceram para zero” e, a certa altura, poderá mesmo haver um momento de aumento.

Sobre a reabertura das escolas, afirma não fazer sentido que, neste momento, continuem fechadas, dizendo que o país “pode andar mais depressa” porque já há mais gente imunizada. Alerta, ainda assim, que o regresso às escolas não implica que “depois se pode ficar a conversar com amigos ou ir para o café”, conclui, explicando que isso são coisas que demorarão mais tempo.

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