Coronavírus

Covid-19. Mais de 40 países começaram a enviar ajuda para a Índia

Segunda vaga da pandemia está a atingir dimensões dramáticas.

Saiba mais...

A Índia avança para confinamentos mais pesados em vários estados, para tentar conter a segunda vaga da pandemia que atinge dimensões dramáticas. Em apenas 24 horas, o país registou mais de 400 mil novas infeções e mais de quatro mil mortes, o número mais alto de sempre.

Do total de novos casos detetados nas últimas 24 horas em todo o mundo, quase metade foi na Índia: mais de 400 mil num só dia.

Tendo em conta a capacidade de testagem e as condições sanitárias no segundo país mais populoso do mundo, os números reais de infetados, sublinham vários peritos, podem ser cinco a 10 vezes mais elevados que os oficiais.

A segunda vaga acelera e o sistema de saúde colapsa

Mais de 40 países estarão já a enviar algum tipo de ajuda. A escassez de camas hospitalares e de oxigénio estão entre os muitos obstáculos que a Índia enfrenta no combate à pandemia, a começar pela falta de medidas de prevenção que tem valido duras críticas ao governo.

Esta sexta-feira, a última do Ramadão, mês sagrado para os muçulmanos, muitas mesquitas permaneceram fechadas e os festejos foram cancelados em vários estados. Mas no sul do país, em Hyderabad, a súbida dos números não travou a afluência aos mercados e às mesquitas.

O ritmo da vacinação tropeça na falta de vacinas

Os 167 milhões de doses já administradas são uma gota de água no país com mais de 1,3 mil milhões de pessoas. Apesar de ser o maior produtor de vacinas do mundo, apenas 2% da população já recebeu as duas doses.

Entre os muitos dramas decorrentes da pandemia, as ONG alertam para a situação das crianças cujos pais morreram ou estão infetados, em muitos casos sem assistência. Relatam um aumento dos pedidos para localizarem e acolherem menores sem cuidadores.

Com mais de 3,5 milhões de casos activos, a Índia é o terceiro país com mais mortes por covid-19 em todo o mundo, depois dos Estados Unidos e do Brasil.