Coronavírus

Covid-19. Boris Johnson vai apelar ao G7 para vacinar todo o mundo até ao fim de 2022

FACUNDO ARRIZABALAGA / POOL

Entre os diversos temas na agenda do G7 estará o debate sobre como aumentar a oferta de vacinas.

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O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou este sábado que vai apelar aos líderes do G7 para unirem esforços para ajudar a vacinar o mundo inteiro contra a covid-19 até ao final de 2022.

"Apelo aos meus colegas líderes do G7 para que se unam para pôr fim a esta terrível pandemia e prometo que não permitiremos que a devastação provocada pelo coronavírus se repita", afirmou o líder do executivo britânico.

Com o país a acolher na região da Cornualha a próxima cimeira do G7, entre os dias 11 e 13 deste mês, Boris Johnson defendeu que o encontro dos líderes de Reino Unido, Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão - o primeiro após o surgimento da pandemia - é uma "oportunidade crucial" para aproveitar a experiência das democracias mais influentes do mundo para ultrapassar a pandemia e impulsionar a recuperação económica.

Entre os diversos temas na agenda do G7 estará o debate sobre como aumentar a oferta de vacinas e o seu acesso equitativo, bem como a promoção de um sistema de vigilância global de deteção de novas variantes do vírus, mas também as alterações climáticas e o acesso das crianças à educação.

"Na próxima semana, os líderes das maiores democracias do mundo irão reunir-se num momento histórico para as nossas economias e para o planeta. O mundo espera que assumamos o maior desafio do pós-guerra: derrotar a cobiça e liderar a recuperação global através de valores partilhados", vincou.

O Reino Unido anunciou em fevereiro que partilharia a maior parte dos seus excedentes de vacinas através do mecanismo internacional Covax, mas, apesar do estado avançado da campanha de vacinação, o país ainda não tem um tal excedente, segundo revelou na sexta-feira o secretário da Saúde, Matt Hancock.

Contudo, o Reino Unido já forneceu mais de 500 milhões de libras (580 milhões de euros) ao fundo Covax para a distribuição de vacinas covid-19 a países subdesenvolvidos.

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