Coronavírus

Covid-19. Hospitais da região de Lisboa registam aumento dos internamentos

Pedro Nunes

Média de idade dos doentes baixou, deixando de atingir os mais idosos.

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Os internamentos nos hospitais da Região de Lisboa por covid-19 têm vindo a aumentar nas duas últimas semanas, reflexo do aumento dos contágios, mas a média de idade dos doentes baixou deixando de atingir os mais idosos.

Ao final da manhã desta sexta-feira, o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (CHULC), que integra os hospitais S. José, Curry Cabral, D. Estefânia, Capuchos, Santa Marta e Maternidade Alfredo da Costa, tinha 29 doentes com covid-19 internados em enfermaria e nove em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), totalizando 38.

"O plano anteriormente definido mantém-se ativo. Desse modo, as enfermarias serão preparadas e ativadas conforme as necessidades", referiu o CHULC numa resposta enviada à agência Lusa.

Há cerca de um mês (09 de maio), este centro hospitalar tinha 15 doentes internados em enfermaria e três em UCI, adianta, recordando que o dia que registou mais internamentos foi a 7 de fevereiro, com 291 doentes em enfermaria e 55 em cuidados intensivos.

No Hospital Santa Maria, estão internados 28 doentes, oito dos quais em cuidados intensivos, disse uma fonte do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), que engloba também o Hospital Pulido Valente.

"A média de idades dos doentes é nesta altura de 55 anos quando em fevereiro era de 71 anos", adiantou a mesma fonte, precisando que 33% dos internados têm mais de 60 anos quando em fevereiro representavam mais de 81% dos internados.

Segundo a fonte do CHULN, os doentes internados ainda não estão vacinados contra a covid-19.

Os números agora registados estão muito longe dos observados na terceira vaga da pandemia quando estavam internados, em fevereiro no Hospital Santa Maria 332 doentes em enfermaria e 66 em UCI.

Ao nível total de internados, o hospital tem agora cerca de 8% do que tinha em fevereiro. "Tem havido um aumento paulatino nas últimas duas semanas, reflexo do maior número de contágio nas Região de Lisboa, mas sem alarmismos", sublinhou.

A mesma fonte disse ainda que o CHULN está preparado para abrir outra enfermaria assim que for necessário, mas frisou que toda a atividade do centro hospitalar não-covid se mantém.

"Nesta altura está a níveis 100% comparáveis com o período pré-pandemia e muitas vezes acima dos 100%" relativamente a cirurgias (mais de 2.100 realizadas em maio) e das consultas (mais de 65 mil no mês passado).

O Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, tem hoje 22 doentes infetados pelo vírus SARS-COV-2, dos quais 15 estão internados em enfermaria, quatro em UCI e três em Unidade de Hospitalização Domiciliária.

Há duas semanas (28 de maio), o HGO tinha sete doentes internados e todos em enfermaria.

Dos 22 doentes internados por covid-19, três têm menos de 39 anos, quatro têm entre os 40 e 49 anos, 12 têm idades entre os 50 e os 69 anos e três têm entre os 70 e os 79 anos.

"O HGO dispõe de uma enfermaria de isolamento dedicada à covid-19 cuja capacidade não se encontra lotada à data de hoje", adianta na informação enviada à Lusa.

No Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) estão internados 22 doentes em enfermaria e três em cuidados intensivos, com uma média de idades de 63,5 anos.

Neste momento, o hospital tem uma enfermaria aberta com 30 camas e uma UCI com quatro camas, disse uma fonte hospitalar, referindo que em fevereiro chegou a ter 330 doentes internados em enfermaria e 42 de UCI

O Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO), que integra os Hospitais de São Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz, tem internados 11 doentes, quatro dos quais em cuidados intensivos, sendo que um deles está vacinado com uma dose da vacina contra a covid-19.

Já o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, tem hoje 15 doentes internados em enfermaria e quatro em Cuidados Intensivos.