Coronavírus

Covid-19. Médico afirma que "falta orientar as pessoas porque estão cansadas e confusas"

Perante o aumento de casos, principalmente na zona de Lisboa e Vale do Tejo, cabe aos que têm "palco mediático e político transmitir cautela", afirma Bernardo Gomes.

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As restrições de circulação de e para Lisboa foram impostas na sexta-feira, dia 18 de junho, a partir das 15:00 até às 06:00 de segunda-feira, dia 21 de junho. A decisão de limitar as deslocações foi decidida no Conselho de Ministros de quinta-feira, devido à subida dos casos de covid-19 na zona.

Foi o primeiro fim de semana pelo Governo para conter a transmissão da covid-19 e está a ter impacto na circulação nas estradas e no fluxo de passageiros nas principais estações.

Lisboa e Vale do Tejo pode ultrapassar 240 casos de infeção com o novo coronavírus por 100 mil habitantes em 15 dias, segundo os dados do relatório de monitorização das linhas vermelhas.

Médico aponta falhas na comunicação

O médico de saúde pública, Bernardo Gomes, diz que continua a haver falhas na comunicação e que isso explica, em parte, o aumento de casos de covid-19. Para além disso, também considerou que devia ter sido transmitida uma mensagem de cautela.

"Nós provavelmente iríamos ter sempre alguma espécie de curva associada ao relaxamento. Ela chegou tarde, estava previsto chegar um pouco mais cedo, mas francamente acho que falta orientar um pouco as pessoas porque as pessoas estão cansadas e confusas".

Variante Delta

Está a aumentar a prevalência da variante Delta do novo coronavírus, associada à Índia, na região de Lisboa e Vale do Tejo. Os dados preliminares do Instituto Ricardo Jorge apontam para uma prevalência superior a 60%.

O estudo sobre a diversidade genética do SARS-CoV-2 em Portugal do INSA indica ainda que na região Norte a prevalência desta variante do SARS-CoV-2 "é ainda inferior a 15%".

A análise dos resultados das primeiras amostras sequenciadas este mês indica também que nestas duas regiões, a situação é diferente em relação à variante Alfa, associada ao Reino Unido, "estimando-se uma prevalência desta variante de cerca de 30% em Lisboa e Vale do Tejo (LVT) e de 80% no Norte".

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