Coronavírus

Um passo atrás em Israel devido à variante Delta

Correspondente SIC

Máscaras voltam a ser obrigatórias em espaços fechados e o regresso de turistas foi adiado por um mês. 

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Em Israel, um dos países do mundo com a maior percentagem de população totalmente vacinada, já não havia restrições, mas a variante Delta mudou tudo. O Governo impôs novamente o uso de máscaras, como conta o correspondente da SIC, Henrique Cymerman.

Há duas semanas Israel tinha somente três casos por dia de pessoas infetadas com covid-19. Agora, com a variante Delta o número aumentou para uma média de 200 diários e o novo Governo israelita decidiu dar um passo atrás. Voltar a impor o uso de máscaras em espaços fechados, especialmente nas escolas.

A decisão de abrir o país aos turistas no dia 1 de julho foi adiada um mês e todos os israelitas que voltam ao país fazem um teste PCR no aeroporto após a chegada.

A maioria dos adolescentes fazem filas nos centros de vacinação e, por vezes, recebem um incentivo entrada grátis nas piscinas públicas

Por agora, os hospitais mantêm fechadas as unidades de covid-19 que funcionaram durante mais de um ano. Mas todos estão atentos à disseminação da variante.

1 milhão de adultos ainda não se vacinaram e os médicos tentam convencê-los.

O diretor da Pfizer Israel, Dr. Alon Rapaport, afirmou que a vacina da farmacêutica norte-americana tem uma efetividade muito alta, para evitar a variante Delta.

Na sexta-feira, 100 mil pessoas festejaram, em Telavive, na maior marcha do orgulho gay do Médio Oriente. Uma festa que dava a sensação de pós-pandemia que o país respirava. Agora, a rápida disseminação das novas variantes é o principal desafio nesta nova etapa da luta contra o covid-19.