Coronavírus

Reabertura de discotecas: Governo deu "um passo maior que a perna"

Entrevista SIC Notícias

Gustavo Tato Borges, vice-presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, em entrevista na SIC Notícias.

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Gustavo Tato Borges, vice-presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, considera que o Governo deu "um passo maior que a perna" ao reabrir discotecas no dia 1 de outubro, sem limites na lotação.

"Estamos a falar o único setor que não teve possibilidade de regressar de forma tranquila e controlada", afirma.

Em entrevista na Edição da Noite da SIC Notícias, Gustavo Tato Borges defende a lotação de pessoas nos 60%, "para um regresso com calma, espaço e mais segurança". Diz também que podia ser exigido teste à covid-19 negativo ou a temperatura podia ser medida à entrada.

"Penso que teria sido mais prudente ter dado um passo mais cauteloso: manter o uso obrigatório de máscara obrigatória em todos os espaços fechados e nas discotecas ter limitação da sua lotação", acrescenta.

Apesar disso, o vice-presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública reconhece uma "situação epidemiológica favorável" em Portugal.

Para a entrada em bares e discotecas, que reabrem no dia 1 de outubro, é "necessário certificado ou teste negativo", tal como para viagens por via aérea ou marítima, visitas a lares e estabelecimentos de saúde e grandes eventos culturais, desportivos ou corporativos.

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