O presidente do Governo da Madeira disse esta quarta-feira não fazer "nenhum sentido" isolar pessoas vacinadas e contactos de positivos de covid-19, sublinhando que não será encerrada qualquer atividade no arquipélago e que as aulas recomeçam em 3 de janeiro.
"Na região, neste momento, está tudo a funcionar. Temos o turismo em alta e, neste momento, não vamos encerrar nada e as aulas começam, aqui, no dia 3 de janeiro", afirmou Miguel Albuquerque, à margem da cerimónia de entrega bolsas de mérito a estudantes madeirenses, no Funchal.
O chefe do executivo regional (PSD/CDS-PP) comentava, deste modo, a decisão de reduzir para cinco dias o isolamento de infetados assintomáticos com o vírus da covid-19 e de quem contactou com casos positivos, acabando mesmo com a quarentena de contactos vacinados com a terceira dose.
A medida foi anunciada após a reunião do Conselho do Governo Regional, que também prolongou a situação de contingência em vigor no arquipélago desde 20 de novembro, bem como as medidas de contenção da pandemia, até às 23:59 do dia 15 de janeiro de 2022.
"Não faz nenhum sentido isolar as pessoas, mantê-las em casa ou paralisar as atividades sociais e económicas", declarou Miguel Albuquerque, realçando que 86% da população madeirense já tem a vacinação completa contra o SARS-CoV-2 e que as consequências da variante Ómicron "são residuais em termos de saúde pública".
"É preciso dizer que esta variante, apesar de ter índices de transmissibilidade maiores, as consequências, sobretudo para os vacinados, são residuais em termos de saúde pública, tanto mais que, neste momento, não temos nenhum internado nos cuidados intensivos", explicou.
E reforçou:
"Não vamos manter as pessoas em isolamento profilático sem necessidade".
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