Coronavírus

Presidente alemão diz que "compreende a impaciência" dos manifestantes na China

Presidente alemão diz que "compreende a impaciência" dos manifestantes na China
POOL

Frank-Walter Steinmeier espera que as autoridades chinesas respeitem o direito à liberdade de expressão e de manifestação.

O Presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, disse esta segunda-feira que "compreende" a "impaciência" das pessoas que se manifestam na China contra as severas restrições anti-covid.

"Compreendo que as pessoas expressem a sua impaciência e as suas queixas nas ruas", disse o chefe de Estado alemão, numa entrevista à Deutsche Welle.

"Como democrata, digo que a liberdade de expressão é um bem público importante", afirmou Steinmeier, acrescentando que "espera que as autoridades chinesas respeitem o direito à liberdade de expressão e de manifestação".

"Todos nos lembramos da nossa própria luta contra a covid-19 e do fardo que representava" e portanto, prosseguiu o Presidente alemão, "podemos imaginar o quanto pesa o fardo para as pessoas na China, onde as medidas são muito mais rigorosas, estão em vigor há muito mais tempo e foram ainda mais reforçadas".

A China relaxou esta segunda-feira algumas medidas de prevenção epidémica, depois de manifestações contra os períodos frequentes de confinamento e os testes em massa impostos em várias cidades do país, mas garantiu que a estratégia 'zero covid' "vai culminar em sucesso".

Sob a "liderança do Partido Comunista Chinês e (com) o apoio do povo chinês, a nossa luta contra a covid-19 vai culminar em sucesso", assegurou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Zhao Lijian, Zhao, em resposta à vaga de protestos ocorrida nos últimos dias.

No fim de semana, centenas de grupos de moradores em Pequim saíram dos seus condomínios, rompendo de facto com as medidas de prevenção epidémica vigentes na China, enquanto manifestações se alastraram por várias cidades chinesas contra a imposição de medidas de confinamento.

Em alguns casos, os manifestantes lançaram palavras de ordem contra o líder chinês, Xi Jinping, e o Partido Comunista da China.

Ao abrigo da política de 'zero casos' de covid-19, a China impõe o bloqueio de bairros ou cidades inteiras, a realização constante de testes em massa e o isolamento de todos os casos positivos e respetivos contactos diretos em instalações designadas, muitas vezes em condições degradantes.