Eleições no Brasil

Bolsonaro apela ao voto dos evangélicos no início da segunda fase da campanha

Bolsonaro apela ao voto dos evangélicos no início da segunda fase da campanha
Eraldo Peres/ AP

Na primeira volta das eleições no Brasil, o Presidente e recandidato obteve 43,2% dos votos, contra os 48,4% de Lula da Silva, com quem vai disputar a segunda volta.

O Presidente brasileiro participou terça-feira num culto com evangélicos, a quem pediu que não se deixassem levar pelos “cantos da sereia" do ex-chefe de Estado Lula da Silva, antes da segunda volta das eleições presidenciais.

“As suas respostas estão sempre vazias. 'Votem em mim, vou trazer felicidade'”, disse Jair Bolsonaro.

“Já tivemos essa experiência no passado”, acrescentou o líder brasileiro a dezenas de paroquianos de uma igreja em São Paulo, a maior cidade do Brasil.

O governante, que obteve 43,2% dos votos na primeira volta em comparação com os 48,4% de Lula, iniciou esta segunda fase da campanha apelando ao voto evangélico, um grupo que o apoia sobretudo na sua defesa dos valores ultraconservadores, tais como a rejeição do aborto.

No seu discurso, o capitão reformado do exército aludiu mais uma vez aos casos de corrupção descobertos durante os governos do Partido dos Trabalhadores (PT), primeiro sob Lula (2003-2010) e depois sob Dilma Rousseff (2011-2016).

"Como ele [Lula] diz que o lugar dos pastores é a igreja e os militares o quartel, eu digo que o lugar dos bandidos é na prisão", disse.

Durante o culto, de acordo com o jornal Metrópoles, o pastor José Wellington Júnior pediu aos fiéis que liguem para “parentes nordestinos”, referindo-se ao estado da Bahia, um estado tradicionalmente petista e onde Lula da Silva venceu com mais de 3,8 milhões de votos do que Bolsonaro.

“Quem tem parente no Nordeste, que ligue para ele e diga em quem ele deve votar, porque alguns nordestinos estão muito mal informados”, afirmou o pastou, de acordo com o mesmo jornal.

Na Bahia, o candidato do PT, Jerônimo, vai disputar a segunda volta com ACM Neto, que, na segunda-feira, tal como o já governador eleito de Minas Gerais, deu o seu apoio a Jair Bolsonaro, permitindo-lhe por isso mais um palanque de campanha num estado que lhe é altamente desfavorável e que pode ser decisivo para a eleição presidencial.

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