Eleições no Brasil

"É hora de baixar as armas. O Brasil está de volta"

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Lula da Silva agradeceu a Deus e ao povo brasileiro que disse ser "o grande vencedor" das eleições presidenciais. A situação é "muito difícil" mas "todos juntos seremos capazes", disse. Reveja o discurso do vencedor.

11 anos depois, o petista Lula da Silva está de volta ao Palácio do Planalto. “Tentaram enterrar-me vivo” mas “estou aqui para governar o país”, disse o petista no discurso de vitória na sua sede de candidatura, em São Paulo. Lula derrotou Bolsonaro mas afirmou que "o grande vencedor" das eleições deste domingo é outro: é o povo brasileiro.

"Hoje chegamos ao final de uma das eleições mais importantes da nossa história. Hoje tem um único e grande vencedor, o povo brasileiro", declarou perante apoiantes e membros do Partido dos Trabalhadores (PT) e de outros partidos que o apoiaram na corrida eleitoral.

Depois do agradecimento a Deus, Lula agradeceu "de coração" aos brasileiros pelo que descreveu como o seu "processo de ressurreição na política brasileira". “Tentaram enterrar-me vivo mas estou aqui”

“Estou aqui para governar este país, numa situação muito difícil, mas eu tenho fé em Deus e com a ajuda do povo, vamos encontrar uma saída, para que este país possa voltar a viver democraticamente, harmoniosamente, e que a gente possa voltar a restabelecer a paz entre as famílias para construir o mundo que nós precisamos e o Brasil”

Neste sentido, prosseguiu, "esta não é uma vitória minha nem do PT nem dos partidos que me apoiaram. É a vitória de um imenso movimento democrático que se formou acima dos partidos políticos, dos interesses pessoais, das ideologias, para que a democracia saísse vencedora".

“A maioria do povo brasileiro deixou bem claro que deseja mais e não menos democracia, deseja mais e não menos inclusão social e oportunidades para todos, deseja mais e não menos respeito e entendimento entre os brasileiros, em suma, deseja mais e não menos liberdade, igualdade e fraternidade”

Nesta corrida eleitoral, que terminou este domingo à segunda volta, a sua candidatura não enfrentou “um adversário, mas a máquina do Estado brasileiro colocada ao serviço do candidato da situação [o Presidente Jair Bolsonaro] para tentar evitar que ganhássemos”.

No seu discurso, com várias referências a Deus e Jesus Cristo e por vezes interrompido para que Lula da Silva, 77 anos, bastante rouco, bebesse água, o político também recorreu ao humor, quando disse que ia colocar os óculos "para parecer intelectual", arrancando gargalhadas na plateia.

Cumprimentou Fernando Haddad, seu antigo ministro da Educação e derrotado por Tarcísio de Freitas, ex-membro do Governo de Jair Bolsonaro, na corrida para o governo estadual de São Paulo, felicitando-o pela "campanha extraordinária" e também a ex-senadora Marina Silva, que o apoiou.

Aos candidatos do PT derrotados, deixou uma palavra de alento: "A nossa luta não começa e não termina com a eleição. (...) O Brasil é a minha causa, o povo é a minha causa, combater a miséria é o combate da minha vida".

Lula da Silva, que já cumpriu dois mandatos como Presidente, entre 2003 e 2011, regressa ao Palácio do Planalto após uma vitória na segunda volta, a primeira na história democrática recente do Brasil contra um chefe de Estado recandidato.

O antigo sindicalista terá como vice-presidente Geraldo Alckmin, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), que já tinha sido seu opositor nas eleições presidenciais de 2006, então pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB)

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