Eleições nos EUA

Departamento de Segurança Interna dos EUA diz que eleição foi "a mais segura da história"

JUSTIN LANE

Descarta alegações de fraude eleitoral feitas por Donald Trump.

Uma comissão do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos garantiu na quinta-feira que as eleições presidenciais de 03 de novembro foram "as mais seguras da história", descartando alegações de fraude eleitoral feitas por Donald Trump.

"Não há provas de que qualquer sistema de votação tenha eliminado ou perdido votos, alterado os boletins ou tenha sido afetado de qualquer forma", afirmou em comunicado o Comité Executivo do Conselho de Coordenação de Infra-estruturas Eleitorais do Governo, responsável pela segurança dos sistemas eleitorais do país.

A agência governamental acrescentou que, apesar disso, os funcionários "estão a rever e a verificar novamente todo o processo eleitoral, antes de finalizarem o resultado".

No sábado passado, as projeções deram como vencedor das eleições o democrata Joe Biden, mas o Presidente Donald Trump recusou-se a reconhecer a derrota, denunciando sem provas uma fraude eleitoral e intentando ações judiciais em vários estados para tentar inverter os resultados.

A comissão, que inclui a Agência de Segurança e Infraestrutura e Cibersegurança (CISA), a Comissão de Assistência Eleitoral dos EUA e a Associação Nacional de Secretários de Estado - os principais funcionários eleitorais do país - descartou no entanto a existência de quaisquer irregularidades técnicas.

"Embora saibamos que há muitas alegações infundadas e oportunidades para a desinformação sobre o processo das nossas eleições, podemos assegurar-vos que temos a máxima confiança na segurança e integridade [das mesmas], e o mesmo deveria acontecer convosco", pode ler-se na nota.

Para anular a vitória de Biden, que totaliza 290 delegados no Colégio Eleitoral, contra 217 de Trump, o republicano teria de provar a fraude em tribunal e inverter os resultados não apenas em um, mas em vários estados-chave, o que é extremamente improvável.

As autoridades do estado da Geórgia, onde Biden tem uma vantagem de apenas 14.000 votos, anunciaram na quarta-feira que irão realizar uma recontagem manual dos mais de 5 milhões de votos expressos no território.

Para além das ações judiciais, Trump decidiu também usar o seu poder no governo federal para bloquear a transição, dez semanas antes da transferência de soberania, planeada para 20 de janeiro.

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