Eleições nos EUA

Invasão do Capitólio. PS condena "ato de terror" para "usurpar" processo democrático

Jose Luis Magana

José Luís Carneiro refere que o PS "acompanhou com preocupação".

O PS condenou esta quinta-feira a invasão do Capitólio, em Washington D.C., considerando que se tratou de "um ato de terror" que procurou "ferir o coração" da democracia norte-americana e "usurpar" o processo democrático.

Esta posição sobre os incidentes no Capitólio, na quarta-feira, foi transmitida através de uma nota assinada pelo secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, na qual também alerta para "a força e o perigo do populismo e da extrema-direita".

José Luís Carneiro refere que o PS "acompanhou com preocupação" os acontecimentos em Washington que culminaram na invasão do Capitólio, "num ato de terror que tentou ferir o coração da democracia americana e usurpar o processo democrático".

"A violência que ocorreu nas imediações e no interior do Capitólio, num dia que deveria ter sido de normal e regular funcionamento da democracia com a validação dos resultados eleitorais pelos membros do Congresso, ilustra bem o poder, a força e o perigo do populismo e da extrema-direita, lembrando-nos que a democracia é uma construção diária que hoje, mais que nunca, deve ser preservada", adverte o "número dois" da direção dos socialistas.

No comunicado, o PS saúda depois "a democracia e resiliência de todos os democratas que, apesar das circunstâncias registadas, fizeram por cumprir o Estado de Direito e a democracia, certificando os resultados eleitorais e assim, a vitória do Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden".

Apoiantes do Presidente cessante dos EUA, Donald Trump, entraram em confronto com as autoridades e invadiram o Capitólio, em Washington, na quarta-feira, enquanto os membros do congresso estavam reunidos para formalizar a vitória do Presidente eleito, Joe Biden, nas eleições de novembro.

Pelo menos quatro pessoas morreram na invasão do Capitólio, anunciou a polícia, que deu conta de que tanto as forças de segurança, como os apoiantes de Trump utilizaram substâncias químicas durante a ocupação do edifício.

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