Eleições nos EUA

Sem assumir a derrota, Trump despediu-se com discurso de elogios e autovangloriação

Vai ser o primeiro Presidente em mais de um século e meio a não assistir à tomada de posse do sucessor.

Na hora da despedida, num discurso de 20 minutos, o ainda Presidente Donald Trump disse que fez o que se tinha comprometido a fazer, e muito mais.

Trump vangloriou-se do que considera terem sido quatro anos que tornaram a América ainda maior e fez um apelo à unidade nacional.

Nunca disse o nome do novo Presidente, Joe Biden, nem reconheceu a derrota, mas disse que desejava boa sorte à nova administração.

Donald Trump vai ser o primeiro Presidente, em mais de um século e meio, a não assistir à tomada de posse do sucessor. Não se sabe se deixará a Joe Biden, uma nota pessoal, escrita à mão, na mesa de trabalho da sala oval, como também é tradição.

O último ato oficial foi a revelação da lista de perdões que concedeu. Alguns amigos estão no grupo de mais de 140 pessoas a quem Trump concedeu o muito desejado perdão ou comutou as penas. Entre os nomes que se destacam estão, por exemplo, Steve Bannon, antigo conselheiro do Presidente, acusado de fraude numa campanha de angariação de fundos para a construção do muro na fronteira entre os EUA e o México, o republicano Elliott Broidy que foi processado por uma campanha de lobby ilegal quando tentava angariar dinheiro em nome de Trump, e o rapper Lil Wayne, que se declarou culpado por posse de arma, entre muitos outros.

Antes de partir para a Florida, Donald Trump organizou uma cerimónia de despedida na base aérea de Andrews, perto de Washington. O vice-presidente Mike Pence já fez saber que não vai participar. Pelo contrário, Pence vai cumprir a tradição e assistir à tomada de posse de Joe Biden e Kamala Harris.

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