Presidenciais

Abstenção nas Presidenciais entre os 56 e os 60%

MÁRIO CRUZ

Projeções ICS/ISCTE/GFK Metris para a SIC.

As projeções ICS/ISCTE/GFK Metris para a SIC apontam para uma abstenção nestas eleições presidenciais entre os 56 e os 60%.

Estes valores representam uma subida em relação a 2011 (53,5%) e 2016 (51,3%).

Abstenção “terá crescido muito pouco e isso é sinal que estas eleições foram mais mobilizadoras”

Pedro Magalhães, investigador do ICS, explica que comparar diretamente o nível de abstenção com o de 2016 é “enganador”, sobretudo devido ao recenseamento automático da população no estrangeiro e a dificuldade que os emigrantes enfrentaram para votar.

O especialista aponta ainda que, a confirmarem-se estes resultados, ter-se-á quebrado um ciclo que começou em 2001 no qual a abstenção nas eleições em que o Presidente se recandidata tende a ser muito superior.

“Vai ser preciso perceber com o resultado da eleições e estudos posteriores o que sucedeu para que este ciclo fosse interrompido”, avança.

Sobre as “circunstâncias absolutamente extraordinárias” em que decorrem estas Presidenciais, assinala que, no território nacional, a ter crescido, a abstenção terá crescido “muito pouco”, tornando-se num sinal de que “estas eleições foram mais mobilizadoras do que se pensava que iam ser”, conclui.

Taxa de abstenção nas eleições presidenciais em Portugal:

  • 1976: 24,6%
  • 1980: 15,8%
  • 1986: 21,8
  • 1991: 38%
  • 1996: 33,6%
  • 2001: 50%
  • 2006: 38,5%
  • 2011: 53,5%
  • 2016: 51,3%

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