Começam esta segunda-feira os debates para as eleições presidenciais. O primeiro frente a frente é entre André Ventura e António José Seguro. Nuno Ramos de Almeida, comentador da SIC, e David Dinis, diretor-adjunto do Expresso, fazem a antecipação destes debates. Ao todo, serão 28 de meia hora cada, entre oito candidatos. Amanhã, na SIC, é a vez do frente a frente entre Luís Marques Mendes e António Filipe. A RTP transmite 12, a SIC e a TVI 8, respetivamente. O último debate será entre Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes, a 22 de dezembro.
À medida que arrancam os debates entre os candidatos presidenciais, cresce a expectativa e também a preocupação sobre o que realmente fica daquelas meia hora de confronto. Entre o desgaste de anos de pós-debates, focados em "notas e performances”, e a necessidade de recentrar a discussão na substância, David Dinis considera que chegou a altura de mudar de estratégia.
"O que nós vamos tentar fazer é pedir a comentadores que escolham o argumento mais bem utilizado, o ponto mais bem argumentado em cada debate e o menos bem argumentado. Estamos a tentar convencer os comentadores do Expresso a valorizarem a parte argumentativa, ou seja, o raciocínio, o ponto que cada um dos debatentes quer levantar face ao seu adversário", explica o diretor-adjunto do Expresso.
Nuno Ramos de Almeida, por sua vez, aponta para a multiplicidade de leituras políticas que os debates vão inevitavelmente gerar, desde o posicionamento dos candidatos até à capacidade de cada um resistir a um mês inteiro de confrontos televisivos.
O comentador da SIC mostra-se curioso em relação à prestação de Gouveia e Melo, sobre o espaço que António José Seguro conseguirá ocupar e sobre as dinâmicas à esquerda do PS.
Os comentadores da SIC analisam também o impacto da greve geral e a fragilidade de um Governo em minoria numa fase de forte contestação laboral.
