Presidenciais

"Não desisto e não apelo a desistências": António Filipe lança farpas a Seguro e responde a Gouveia e Melo

Por onde andaram e o que disseram os candidatos presidenciais nas ações de campanha deste domingo?

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António Filipe aproveitou o dia de campanha para responder a declarações dos opositores Henrique Gouveia e Melo e António José Seguro.

Depois de Gouveia e Melo ter dito que alguns dos seus apoiantes foram pressionados pelos seus partidos políticos, para deixarem de o apoiar, o candidato presidencial apoiado pelo PCP assegura que a ninguém o pressiona.

No Algarve, o almirante na reserva, fez um esforço para clarificar o que tinha dito em entrevista à TSF/JN: "Foi mais do que um caso", garante, de pressão superior exercida por autarcas e dirigida, sobretudo, a funcionários públicos.

Confrontado com as declarações do militar na reserva, António Filipe não assinalou quaisquer pressões como as relatadas pelo almirante. O candidato comunista sobe a fasquia, e, nas entrelinhas, percebe-se que está a criticar António José Seguro.

"Candidaturas que pensam que só vão a algum lado se os outros desistirem, não têm grande futuro, é um sinal de fragilidade. Pela minha parte não equaciono a possibilidade de desistir a favor de ninguém porque a minha candidatura é insubstituível e também não apelo a desistências de ninguém."

António José Seguro que, no minuto final dos debates com os candidatos de esquerda, tem aproveitado a oportunidade para apelar ao voto util, esteve este domingo na homenagem a Mário Soares, no dia em que o ex-presidente da republica faria 101 anos.

Confrontado com as promessas de aumentos salariais anunciadas por Luís Montenegro em vésperas de greve geral, António José Seguro escapou à pergunta.

"Eu sou candidato a Presidente da República, não faço comentários sobre a atualidade. Aquilo que é fundamental é que o país tenha governos de projeto e não governos de turno", afirmou.

Tema que não parece largar a atualidade é a justiça em entrevista à TSF e ao JN Gouveia e Melo comentou também a publicação das escutas ao ex-primeiro ministro António Costa, comparando-as a práticas que vêm do tempo da ditadura.

Por sua vez, Catarina Martins esteve no Fundão, Jorge Pinto ficou doente, Luís Marques Mendes e João Cotrim Figueiredo fizeram uma pausa para preparem o frente a frente do dia e André Ventura não teve agenda.