Os candidatos à Presidência da República de Bloco de Esquerda, PCP e Livre fizeram questão de estar presentes na manifestação motivada pela greve geral, na quinta-feira. Defendem que o papel do Presidente da República é estar ao lado dos trabalhadores.
Esta não é só uma manifestação. Para três dos candidatos à Presidência da República, é também uma oportunidade de colher votos, num terreno teoricamente fértil em eleitorado de esquerda.
Catarina Martins, Jorge Pinto e António Filipe estão a lutar para cada um dos respetivos partidos ter o melhor resultado possível dentro de um espaço político que, nas últimas legislativas, valia pouco mais de 560 mil votos.
"A esmagadora maioria das empresas portuguesas são pequenas e médias empresas, vivem para o mercado interno, precisam que a população tenha mais poder de compra e, para isso, o aumento do salário e das pensões é essencial. Eu creio que o Presidente da República tem de ter uma voz própria neste sentido e não ser um Presidente taticista que navega ao sabor dos acontecimentos", notou António Filipe.
O discurso de Catarina Martins não é diferente, mas sabendo que um resultado honroso depende sempre da capacidade de alargar fronteiras. Aproveita a greve geral se colar ao património socialista.
Têm sido várias as tentativas de incursão na gaveta socialista.