Os candidatos à Presidência da República concordam que é importante haver transparência, na corrida a Belém. Declarações que surgem numa altura em que Luís Marques Mendes desafiou os seus adversários a divulgarem os clientes que tiveram durante a sua atividade profissional.
O repto foi lançado, esta tarde, pela candidatura de Marques Mendes, depois de o próprio ter revelado a lista de clientes da sua empresa familiar - após a revista Sábado ter noticiado que ganhou mais de 700 mil euros, nos últimos dois anos, enquanto consultor.
Já esta sexta-feira, Henrique Gouveia e Melo insistiu que os candidatos a cargo públicos têm de ser transparentes.
“Uma pessoa que concorre a um cargo político deve esclarecer as questões que aparecem de forma pública sobre as relações entre os negócios e a política”, defendeu. "A transparência deve ser uma coisa genérica até na vida política portuguesa, não é só para os candidatos.”
O candidato apoiado pelo PCP, António Filipe, considerou que todos os candidatos a Belém têm a obrigação de declarar interesses, mas recusou comentar a decisão da Procuradoria-Geral da República em não abrir um inquérito a Luís Marques Mendes.
“É uma avaliação que compete ao Ministério Público fazer”, declarou. “Terá os dados para decidir como entender e, portanto, nisso não me intrometo.”
“É evidente que todos os candidatos à Presidência da República, dado que se trata de um cargo de absoluta exclusividade, têm a obrigação de declarar os interesses todos que têm”, reforçou.
Jorge Pinto, o candidato apoiado pelo Livre, concordou que todos os candidatos têm uma obrigação acrescida em esclarecer tudo o que possa representar um conflito de interesses.
“Alguém que quer ser Presidente da República, chefe de Estado, tem uma obrigação acrescida de ser completamente transparente em relação àquilo que possa representar um conflito de interesses, uma questão até no limite do foro legal”, defendeu.
