O objetivo de chegar à segunda volta não foi alcançado, mas João Cotrim Figueiredo destaca, em reação aos resultados presidenciais, a "extraordinária campanha, que fez história".
"Não passei à segunda volta, já liguei a Seguro e Ventura para os felicitar. (...) Resultado que assumo como derrota pessoal (...), mas, meus amigos, a minha derrota não diminui em nada a vossa vitória".
"Esta campanha nunca foi apenas eleitoral" e avisa que "hoje não tem de ser um fim, mas o princípio de um caminho".
As palavras de Cotrim vão sobretudo para a família, desde logo os filhos, e para os liberais, incluindo voluntários, que estiveram envolvidos na campanha.
"Não há nada mais poderoso do que um movimento com esperança", afirmou, sendo aplaudido, e destacando que "vencemos o medo e a resignação".
Na segunda volta, disse, os portugueses terão em mãos uma "péssima escolha" mas, prevendo que o próximo Presidente seja "oriundo do PS", Cotrim diz que "tal ficará a dever-se a um erro estratégico da liderança do PSD. Luís Montenegro não esteve à altura do legado de Francisco Sá Carneiro".
Quanto ao que o próprio candidato derrotado fará, Cotrim foi claro: "Não tenciono endossar ou recomendar o voto em qualquer dos candidatos na segunda volta, os eleitores que me confiaram o voto hoje fizeram-no livremente e deverão poder fazê-lo livremente outra vez na segunda volta. Confio plenamente e respeitarei".
