Presidenciais 2026

Sondagem SIC/Expresso

Seguro ganha à vontade a Ventura e vai buscar votos aos eleitores de Cotrim, Marques Mendes e Gouveia e Melo

Se as eleições fossem hoje, António José Seguro seria eleito Presidente da República com 51% dos votos e André Ventura não iria além dos 27%, indica a sonndagem do ICS e do ISCTE para a SIC e Expresso.

António José Seguro
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A apenas 10 dias da segunda volta das eleições Presidenciais, os dois candidatos retomam, a ritmo lento, as ações de uma campanha que dura até 6 de fevereiro.

Mas se fosse já hoje, António José Seguro seria o vencedor, com 51% dos votos contra apenas 27% de André Ventura.

É a conclusão do último estudo do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e do Iscte - Instituto Universitário de Lisboa, para a SIC e Expresso, e num quadro que dá nota de 12% de abstencionistas e 8% de indecisos.

Se retirados os abstencionistas da equação, e distribuídos os indecisos, os resultados ficam ainda mais claros: Seguro poderá chegar aos 66%, Ventura não irá além dos 34%.

A sondagem do ICS e ISCTE foi procurar também a origem dos votos em cada um dos candidatos e concluiu que, nesta segunda volta, Seguro vai buscar mais de um terço dos votos a eleitores que, na primeira volta, votaram em João Cotrim Figueiredo, Luís Marques Mendes ou Henrique Gouveia e Melo.

Destaque ainda para uma fatia significativa - 16% - proveniente da abstenção.

André Ventura consegue 27% de votos entre os que, na primeira volta, não foram às urnas. Além disso, o candidato apoiado pelo Chega vai buscar 10% de votos aos eleitores de Cotrim Figueiredo e outro tanto aos que votaram noutros candidatos.

Ficha Técnica

Este relatório baseia-se numa sondagem cujo trabalho de campo decorreu entre os dias 20 e 25 de janeiro de 2026. Foi coordenada por uma equipa do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e do Iscte - Instituto Universitário de Lisboa (Iscte-IUL), tendo o trabalho de campo sido realizado pela GfK Metris.

O universo da sondagem é constituído pelos indivíduos de ambos os sexos com idade igual ou superior a 18 anos e capacidade eleitoral ativa, residentes em Portugal Continental.

Os respondentes foram selecionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruza as variáveis Sexo, Idade (4 grupos), Instrução (3 grupos), Região (7 Regiões NUTS II) e Habitat/Dimensão dos agregados populacionais (5 grupos).

A partir de uma matriz inicial de Região e Habitat, foram selecionados aleatoriamente 98 pontos de amostragem, onde foram realizadas as entrevistas de acordo com as quotas acima referidas.

A informação foi recolhida através de entrevista direta e pessoal na residência dos inquiridos, em sistema CAPI, e a intenção de voto recolhida através de simulação de voto em urna.

Foram contactados 2789 lares elegíveis (com membros do agregado pertencentes ao universo) e obtidas 902 entrevistas válidas (taxa de resposta de 32%, taxa de cooperação de 46%).

O trabalho de campo foi realizado por 44 entrevistadores, que receberam formação adequada às especificidades do estudo. Todos os resultados foram sujeitos a ponderação por pós-estratificação de acordo com o comportamento eleitoral em 18 de janeiro, com base nos resultados oficiais da primeira volta das eleições presidenciais no Continente (ajustados em linha com uma estimativa da abstenção “real” neste território).

A margem de erro máxima associada a uma amostra aleatória simples de 902 inquiridos é de +/- 3,25%, com um nível de confiança de 95%.