Presidenciais 2026

Sondagem SIC/Expresso

Entre Seguro e Ventura, quem é o mais simpático, preocupado e honesto? Inquiridos dão vitória clara

A sondagem do ICS e do ISCTE para a SIC e o Expresso dá larga vitória a António José Seguro na segunda volta das presidenciais, e para os inquiridos é também o vencedor quando comparado com André Ventura no que toca às qualidades pessoais.

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O estudo de opinião feito pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e do Iscte - Instituto Universitário de Lisboa (Iscte-IUL) para a SIC e Expresso dá uma larga vantagem a António José Seguro sobre André Ventura.

Se analisado o perfil dos inquiridos, percebe-se que Seguro recolhe mais simpatia junto do eleitorado feminino.

Mas se a variante em análise for a idade, a intenção de votar em Seguro é mais expressiva na faixa etária mais elevada, entre os inquiridos com 65 ou mais anos (61%). Já Ventura onde recolhe mais votos é entre os inquiridos com 25 a 44 anos (35%).

Relativamente à instrução, os inquiridos com formação universitária estão significativamente mais com Seguro do que com Ventura.

Quanto à simpatia partidária, 96% dos simpatizantes do Chega estão naturalmente com Ventura, enquanto 88% dos simpatizantes do PS votam Seguro.

Uma percentagem que baixa para os 63% entre os simpatizantes do PSD, mas ainda assim superior aos 18% que declaram a intenção de votar em Ventura.

Os inquiridos foram ainda convidados a identificar qual dos dois candidatos possui determinadas qualidades. E, Seguro leva a melhor sobre Ventura em todas.

É considerado mais simpático, mais justo, mais preocupado, mais competente, mais honesto e mais forte do que o adversário, com ampla diferença.

A margem entre ambos os candidatos à Presidência só estreita quando se pergunta qual dos dois é "um líder mais forte".

Ficha Técnica

Este relatório baseia-se numa sondagem cujo trabalho de campo decorreu entre os dias 20 e 25 de janeiro de 2026. Foi coordenada por uma equipa do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e do Iscte - Instituto Universitário de Lisboa (Iscte-IUL), tendo o trabalho de campo sido realizado pela GfK Metris.

O universo da sondagem é constituído pelos indivíduos de ambos os sexos com idade igual ou superior a 18 anos e capacidade eleitoral ativa, residentes em Portugal Continental.

Os respondentes foram selecionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruza as variáveis Sexo, Idade (4 grupos), Instrução (3 grupos), Região (7 Regiões NUTS II) e Habitat/Dimensão dos agregados populacionais (5 grupos).

A partir de uma matriz inicial de Região e Habitat, foram selecionados aleatoriamente 98 pontos de amostragem, onde foram realizadas as entrevistas de acordo com as quotas acima referidas.

A informação foi recolhida através de entrevista direta e pessoal na residência dos inquiridos, em sistema CAPI, e a intenção de voto recolhida através de simulação de voto em urna.

Foram contactados 2789 lares elegíveis (com membros do agregado pertencentes ao universo) e obtidas 902 entrevistas válidas (taxa de resposta de 32%, taxa de cooperação de 46%).

O trabalho de campo foi realizado por 44 entrevistadores, que receberam formação adequada às especificidades do estudo. Todos os resultados foram sujeitos a ponderação por pós-estratificação de acordo com o comportamento eleitoral em 18 de janeiro, com base nos resultados oficiais da primeira volta das eleições presidenciais no Continente (ajustados em linha com uma estimativa da abstenção “real” neste território).

A margem de erro máxima associada a uma amostra aleatória simples de 902 inquiridos é de +/- 3,25%, com um nível de confiança de 95%.