Presidenciais 2026

Ventura assume missão na segunda volta: "Temos que vencer o socialismo em Portugal"

André Ventura recusa entrar em picardias políticas com o adversário, mas diz que a campanha de António José Seguro está a perder força. O candidato apoiado pelo Chega começou o dia a visitar uma fábrica de madeiras em Chaves.

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O candidato presidencial e líder do Chega, André Ventura, estabeleceu esta segunda-feira como objetivo "vencer o socialismo" e antecipou que a partir de domingo ele próprio passará a ser o líder da direita.

"Nós já passámos à segunda volta, já vencemos todo o espaço da direita e do centro-direita. O nosso adversário não é de direita nem de centro-direita, o nosso adversário é um socialista, nós neste momento não temos desculpas, nós temos que vencer o socialismo em Portugal", afirmou, considerando que "honrar a confiança" que os portugueses lhe deram na primeira volta "é não permitir que o socialismo volte".

Numa sessão com apoiantes em Aveiro, o candidato a Presidente da República considerou que o país atravessa um "momento absolutamente histórico" e disse ter "uma missão nesta segunda volta das eleições". 

"Nós temos a missão de derrotar o passado para o qual não queremos voltar. Aquilo que eu vos convoco é para esta luta final, esta luta de reta final, darmos tudo, sairmos todos, nos mobilizarmos todos nesta luta final que é não só contra o socialismo, mas é também para definir o país que queremos ser".
"Nós não queremos ser um país socialista, queremos ser um país moderno e um país livre. É isso que esta segunda volta vai ser. E, meus caros, nós vamos vencer", disse.

De manhã, o candidato apoiado pelo Chega tinha dito não estar preocupado com o resultado.

André Ventura considerou também "incontornável, vencendo as eleições ou não vencendo as eleições, que esta segunda volta é um marco na mudança no sistema político". 

"Nós seremos a liderança da direita e a verdadeira e única alternativa ao espaço socialista. Basta ver que o Governo e o seu líder não conseguem sequer tomar uma decisão evidente sobre quem é que deviam apoiar", criticou.

Com Lusa