França deverá ser o país que mais eurodeputados de extrema-direita e eurocéticos vai eleger no domingo, dia em que a União Europeia (UE) vai a votos. O partido populista de Le Pen, o Reagrupamento Nacional, que segue na frente das sondagens em França, já sonha em formar a segunda maior família política do Parlamento Europeu.
Há cinco anos, o partido de extrema-direita de Le Pen tinha vencido com 23%, nas europeias, contudo, agora, pode ultrapassar os 30%. Mas nas últimas presidenciais, surgiu, em França, outro partido ainda mais radical e, juntos, ultrapassam já os 40% nas intenções de voto.
Como França é o segundo país da União Europeia que mais deputados elege - a seguir à Alemanha -, o possível resultado de domingo poderá significar que a nação terá a maior bancada de eurocéticos e de extrema-direita no Parlamento Europeu.
Face a estas previsões, o partido de Marine Le Pen espera poder criar a segunda maior família política da UE, em conjunto com os restantes nacionalistas dos vários Estados-membros, numa altura em que a extrema-direita europeia está dividida em dois grandes grupos: os Reformistas Conservadores e o Identidade e Democracia.
Marine Le Pen pretende, assim, juntar o máximo de partidos de forma a fazer aprovar algumas medidas que já assumiu ter como objetivo, inclusive alterar as regras de circulação no Espaço Schengen.
Partido de Macron em segundo nas sondagens
Por outro lado, o partido de Macron, o Renascimento, tenta utilizar a democracia como o grande trunfo, acreditando, inclusive, que a guerra na Ucrânia desafia a existência da própria União Europeia. Por isso, a postura firme de Macron face à Rússia tornou-se um dos trunfos da campanha.
