George Floyd

Milhares de ativistas negros vão realizar convenção online em agosto

Lindsey Wasson

Para agendar novas ações e capitalizar o sucesso dos protestos após a morte de George Floyd às mãos da polícia.

Milhares de ativistas negros dos EUA vão realizar em agosto uma convenção, através de plataformas digitais, para produzir uma nova agenda política para capitalizar o sucesso dos protestos após a morte de George Floyd às mãos da polícia.

A Convenção Nacional Negra 2020 vai ocorrer em 28 de agosto, com transmissão ao vivo, incluindo discursos, debates, atuações e outros eventos.

O objetivo é desenvolver uma série de propostas e reivindicações antes das eleições presidenciais norte-americanas, marcadas para o início de novembro, noticiou a agência de notícias Associated Press (AP) na quarta-feira.

A convenção está a ser organizada pelo Projeto Justiça Eleitoral do Movimento Pelas Vidas dos Negros (Movement for Black Lives), uma coligação que junta mais de 150 organizações.

No final da convenção, os participantes vão ratificar uma plataforma de reivindicações para os primeiros 100 dias da nova presidência.

O anúncio de quarta-feira ocorre num momento importante do Movimento ‘As Vidas dos Negros Contam’ (Black Lives Matters): um aumento do apoio público e dos donativos, a par com ação política para reformar a polícia, tem suscitado várias reações.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, por exemplo, já se insurgiu, na rede social Twitter, contra os planos de pintar, em letras garrafais a amarelo, “Black Lives Mater” na conhecida Quinta Avenida nova-iorquina.

Estas palavras, disse, são “um símbolo de ódio”.

A morte de Floyd, um afro-americano de 46 anos, ocorreu depois de ter estado imobilizado no chão por um polícia branco, que lhe colocou o joelho em cima do pescoço, durante oito minutos e 46 segundos, apesar de dizer que não conseguia respirar.

Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas.

Os quatro polícias envolvidos foram despedidos, e o ex-agente Derek Chauvin, que colocou o joelho no pescoço de Floyd, foi acusado de homicídio em segundo grau, arriscando uma pena máxima de 40 anos de prisão.

Os outros vão responder por auxílio e cumplicidade de homicídio em segundo grau e por homicídio involuntário.

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