Numa entrevista à ABC News, o presidente dos Estados Unidos afirmou que o país não está envolvido diretamente na guerra entre Israel e o Irão, mas admite que isso poderá acontecer.
Na rede social que criou, Trump escreveu também que a paz está próxima e que tem havido muitos contactos diplomáticos. Revelou ainda estar recetivo à possibilidade de Vladimir Putin mediar o conflito, afirmando que, durante uma chamada telefónica no sábado, percebeu que o presidente russo estaria disponível para desempenhar esse papel.
A posição dos Estados Unidos, marcada pelo otimismo de Trump, contrasta com a de Israel. As autoridades israelitas mantêm a intenção de continuar os ataques, garantindo que não vão parar enquanto considerarem que o Irão representa uma ameaça nuclear.
Teerão, por seu lado, afirma que estava em negociações com os EUA e classifica o ataque israelita como injustificado. As conversações formais estão, neste momento, suspensas.
França, Alemanha e Reino Unido continuam a apostar na via diplomática para tentar retomar os diálogos entre as partes.
Entretanto, o Reino Unido anunciou o envio de mais meios militares para o Médio Oriente, com o objetivo de proteger as suas bases na região. A ministra das Finanças britânica não excluiu a possibilidade de apoiar Israel no conflito.
No plano europeu, começaram a surgir críticas à resposta da União Europeia. O presidente do Chipre manifestou o seu desagrado com a lentidão da reação europeia à crise.

