Guerra no Médio Oriente

"Apoiam os assassinatos": ministro israelita acusa integrantes da flotilha de terrorismo

Ainda no porto de Ashdod, enquanto os ativistas esperavam para serem reencaminhados para a prisão, Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional, passou pelo local e chamou-lhes "terroristas".

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A embaixadora de Portugal em Israel deve encontrar-se ainda esta sexta-feira com os quatro portugueses detidos por fazerem parte da flotilha humanitária. Ao todo, são quase 500 elementos que foram transferidos para uma prisão num deserto a sul de Israel. Entretanto, foi intercetada a última embarcação que se dirigia para Gaza. 

Marinnete era o último barco da Flotilha a navegar em direção a Gaza. Tinha bandeira polaca e foi intercetado às primeiras horas desta sexta-feira a menos de 100 quilómetros do enclave.

Os seis tripulantes deverão ser encaminhados para a mesma prisão onde estão detidos os restantes ativistas, no deserto de Neguev, no Sul de Israel. 

"São terroristas"

Esta quinta-feira à noite, ainda no porto de Ashdod, enquanto os ativistas esperavam para serem reencaminhados para a prisão, Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional, passou pelo local e chamou-lhes terroristas: 

“Esta é a flotilha de terroristas. São terroristas! São todos terroristas. Olhem para eles. Apoiam os assassinatos. Já agora, os barcos eram um total desastre e realmente não conseguiram chegar. Não à flotilha. Não à ajuda. Vieram para apoiar Gaza e os terroristas. Eles são terroristas. Eles apoiam o terrorismo.” 

É também nesta prisão que estão os quatro portugueses: Mariana Mortágua, Sofia Aparício, Miguel Duarte e Diogo Chaves. 

O Presidente da República está a acompanhar de perto a situação.  

Foi Marcelo Rebelo de Sousa que revelou que o cônsul e a embaixadora de Portugal em Telavive vão tentar encontrar-se esta sexta-feira com os quatro portugueses. 

Quatro italianos já foram libertados 

Esta sexta-feira, foram libertados quatro italianos, que foram encaminhados para o Aeroporto de Telavive para seguiram em direção a Roma. 

Na flotilha humanitária seguiam ativistas de 44 nacionalidades diferentes. Informações básicas como o estado de saúde são escassa, uma situação que veio exaltar ainda mais os ânimos.  

Um pouco por todo o mundo repetiram-se protestos. Brasil, Espanha, França, Grécia, Turquia, mas também em Portugal contra a detenção dos ativistas que seguiam na Flotilha que consideram ilegal.